Debate sobre Ambiente “sobra” para Cafôfo, acusado de conúbio com os “cabreiros”

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Fotos: Rui Marote

Vários foram os aspectos menos bons apontados ao Governo Regional esta manhã no que à gestão do ambiente diz respeito. E, entre eles, houve lugar a algumas insinuações nas quais Miguel Albuquerque pegou, agradecido, para apontar baterias àquele que deverá ser o seu principal adversário nas eleições regionais de 2019.

Foi quando o deputado independente Gil Canha questionou o governante sobre o que pensava de “potenciais candidatos a presidentes do Governo” que andam actualmente por aí em alegre conúbio com os “cabreiros”, aliás “vestindo-se inclusive como cabreiros, com barrete de vilão e tudo”, e dando sinais de que pretendem reinstituir o pastoreio de gado nas serras da Madeira. Uma praga que, para retirar, demorou anos, com muitos danos causados à flora indígena da Região e à sustentabilidade dos solos contra aluviões.

Miguel Albuquerque não fez por menos e assegurou que é contrário à existência de gado na serra nos moldes em que tal antes acontecia. Relembrou que ele, e o então vereador na Câmara Municipal do Funchal, Raimundo Quintal chegaram a “receber ameaças de morte” pela sua determinação em retirar o gado e assegurou que, mau grado as ameaças, enquanto for presidente do Governo Regional não haverá gado desordenado nas serras madeirenses. “Se querem gado desordenado nas serras, não votem em mim”, chegou mesmo a sublinhar.

Gil Canha, por seu turno, lamentou o modo como aparentemente se pretende voltar a tornar a zona do Parque Ecológico do Funchal, por motivos alegadamente populistas, numa área onde se realiza a criação de gado.

No debate em torno do tema do Ambiente esta manhã na ALRAM, também se falou da fiscalização deficiente por parte das entidades oficiais relativamente a descargas não autorizadas no mar e nas ribeiras, da aplicação de uma alegada taxa turística e dos Planos de Ordenamento da Orla Costeira (POOC), que, conforme as críticas do Bloco de Esquerda, continuam a marcar passo, décadas depois. Todavia, Susana Prada, secretária regional do Ambiente, garantiria que o POOC referente ao Porto Santo estará pronto em finais de 2018. Susana Prada foi confrontada por vários deputados da oposição com a continuação de zonas de extracção de inertes que causam grandes impactos ambientais, mas argumentou que a recuperação das áreas das pedreiras só podem ser intervencionadas após terem expirado as licenças das mesmas.