Presidente da Junta de Santo António respondeu às críticas do CDS e da CDU

O presidente da Junta de Freguesia de Santo António, Rui Santos, respondeu na sexta-feira às críticas da CDU e do CDS/PP sobre o chumbo do orçamento para 2018 desta Junta de Freguesia e pelo facto de ainda não ter sido convocada nova assembleia de freguesia para a apresentação do novo orçamento e plano de investimentos, dizendo que estranha estas posições políticas, que “servem apenas para desviar as atenções dos péssimos resultados eleitorais destes dois partidos em Santo António que tiveram uma descida acentuada na votação ao contrário do PSD que subiu em 1000 os votos em comparação com 2013. Os eleitores lá saberão porquê”.

O executivo da Junta de Freguesia de Santo António refere que o orçamento para 2018 foi chumbado pelos partidos da oposição na Assembleia de Freguesia de 19 de Dezembro de 2017. “Este chumbo foi uma decisão política de toda a oposição, que prejudicou os habitantes da freguesia, mas que não deixa a freguesia à deriva como acusa a CDU. A Lei prevê para estas situações que a Junta possa funcionar em duodécimos, regendo essa gestão pelo último orçamento aprovado, o orçamento do ano de 2017”, afirma-se.

Rui Santos volta a frisar que o executivo não concorda com a CDU nem com o CDS/PP nas críticas, “nem com o chumbo ao nosso orçamento. A Junta, ao abrigo da Lei das oposições, reuniu antecipadamente com todas as forças políticas da Assembleia e apresentou as linhas gerais do orçamento para 2018. Foi dada oportunidade para que essas forças políticas se pudessem pronunciar e propor alterações, oportunidade não aproveitada pelos nossos opositores, que preferiram não apresentaram qualquer proposta”, garante.

“O CDS/PP, em notícia publicada a 19 de Janeiro, no Funchal Notícias, afirma que “as previsões atribuem muito menos dinheiro para acções de melhoramento das condições de vida dos mais necessitados…”. Tal não corresponde à verdade: 21,5% do orçamento da despesa apresentada para 2018 – cerca de 140 mil euros – estava destinado a apoios sociais. Também não se compreende a crítica apontada ao valor orçamentado para as Festas de Santo António, que é sensivelmente o mesmo gasto no ano de 2017, e que permite que as festas de Santo António continuem a fazer parte do roteiro turístico da Madeira, algo desejado pelo executivo e população da nossa freguesia”, refere um comunicado enviado à nossa Redacção.

Uma outra critica apontada, comenta-se, são o número de obras executadas em 2017: o executivo diz que os partidos supracitados alegam que foram muito poucas, chegando o CDS/PP mesmo a dizer que foi apenas uma.

“Esclarecemos que as obras executadas foram 7, sendo que as outras não executadas vão transitar para o ano de 2018. Ainda neste capítulo, a oposição esqueceu-se ou não quis dar importância às outras 53 obras executadas, não previstas, mas que mereceram prioridade. Ao CDS/PP constata-se, infelizmente, uma política “do bota abaixo” e “de inverdades” e quando são convidados para junto com o Executivo irem visitar as obras realizadas dizem não ter agenda. Dado isto é fácil tirar as respectivas ilações”, acusa Rui Santos.

O executivo solicitou um parecer à ANAFRE e adotou os procedimentos previstos enquanto não ocorre a aprovação da proposta de orçamento e das opções do plano por parte do órgão deliberativo. Entretanto, e ao contrário destes partidos a Junta continua no terreno a trabalhar e a dar respostas a todos os fregueses que a procuram, garante o executivo.