Contigo Teatro estreia em breve novo espectáculo baseado em obra de Maria Alberta Menéres

A Associação Contigo Teatro, ao abrigo de uma parceria estabelecida com a Secretaria Regional da Educação e com a Câmara Municipal do Funchal, vai apresentar o espectáculo intitulado “ovni (onde vive a nossa infância)” um projeto dramatúrgico criado a partir da obra “À Beira do Lago dos Encantos”, de Maria Alberta Menéres. A peça será levada à cena entre os dias 2 e 10 de Fevereiro de 2018, no Teatro Municipal Baltazar Dias.

“Certos da importância do estudo do texto dramático nos diferentes anos de escolaridade e da sua estreita relação com as temáticas da existência humana, desejamos partilhar, com os jovens leitores/espectadores, um processo criativo, inspirado na obra acima referida, esperando ir ao encontro dos seus interesses e possibilitando que este espectáculo possa ser pretexto para uma reflexão crítica sobre quem somos e como sentimos o mundo à nossa volta”, dizem os membros da Contigo Teatro.

Num texto alusivo a este trabalho, o grupo refere que “assim, com(o) o actor que entra e sai de cena, estaremos entre o sonho e a realidade, construindo os nossos sonhos, procurando um tempo para o amor, conscientes da efemeridade da vida, da inexorável passagem do tempo e da importância de sentirmos a vida. Queremos penetrar na transparência do lago dos encantos mas tropeçamos frequentemente na opacidade do quotidiano, que nos impede de sentir e de amar. Qual viagem peregrina, ovni (onde vive a nossa infância) é o (re)encontro com a transparência, com a verdade que, dia a dia, vamos construindo e desconstruindo tal como no palco onde  um elenco de seis actores/ personagens espelha  isso mesmo: um trabalho conjunto de descoberta e de partilha com o público”.

Maria Alberta Menéres, conhecida autora de literatura infanto-juvenil, nasceu em Vila Nova de Gaia em 1930. Licenciada em Ciências Histórico-Filosóficas, foi docente dos ensinos básico, secundário e técnico entre 1965 e 1973. Também colaborou na RTP, de 1976 a 1986, como directora de Programas Infantis e Juvenis. Na sua extensa obra, reconhecida com o Grande Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura Infantil em 1981, destaca-se a poesia, o conto e o teatro. À Beira do Lago dos Encantos, texto dramático de 1988, apresenta-nos, através da descoberta do valor dos sentidos e da importância da amizade, a busca permanente do conhecimento. Invertendo os habituais papéis, são as personagens mais jovens que, num planeta desconhecido e num tempo incerto, orientam os pais na fuga ao comodismo rotineiro, despertando-os para a reinvenção do mundo e para um encantamento da existência humana.

Por seu turno, o encenador Ricardo Brito, 38 anos e natural de Coimbra, iniciou o seu percurso teatral no Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra (TEUC) no ano de 1999, sendo, à época, aluno da licenciatura em Filosofia na referida universidade. Completou o Curso de Iniciação Teatral do TEUC em 2001, iniciando nesse ano o seu percurso artístico. Entre 2001 e 2012 desenvolveu, ininterruptamente, actividade profissional como actor, tendo integrado elencos de aproximadamente 30 produções teatrais. Durante desse período, foi também responsável por projetos de expressão dramática / teatro em escolas do 1º ciclo e com grupos de adolescentes. Iniciou a sua prática na encenação no ano de 2009, tendo dirigido, até à data, 4 espectáculos para a infância.

Desde 2013 a residir na Madeira, orientou o grupo de teatro da Escola Básica e Secundária de Machico no ano lectivo de 2014/15, tendo sido laureado com o prémio de melhor encenação na edição de 2015 do Festival Carlos Varela, com a criação original SMS * Ser mais só. Tem colaborado em produções da DSEAM, integrando o elenco de espectáculos sob a direcção de Miguel Vieira e Juliana Andrade.

A interpretação deste trabalho teatral está a cargo de Ana Olim, António Neto, Cristina Ferreira, Luís Gomes, Maria José Costa e Paulo Nóbrega. A concepção plástica é de Cristina Batista, Ricardo Brito e São Gonçalves. Luís Varela é assistente de direcção e o design gráfico é de Ana Andrade.

O espectáculo tem a duração de aproximadamente 50 minutos. Estão previstas apresentações no Teatro Municipal às 21 horas de sexta-feira, dia 2 (estreia), à mesma hora no dia seguinte, sábado, e no domingo dia 4, às 18 horas. Já na quarta-feira, dia 7, haverá espectáculo às 11 e às 15 horas, bem como na quinta-feira dia 8 e na sexta-feira dia 9. No sábado, o espectáculo será às 18 horas. O preço do ingresso é de sete euros e meio para o público em geral. Grupos com oito e mais elementos, demais estudantes não integrados em grupos e maiores de 65 anos pagam 5 euros. Os alunos e grupos institucionais podem também assistir às sessões da noite ou do sábado à tarde pagando apenas 3 euros, desde que se façam acompanhar dum professor ou formador.

As reservas para escolas e instituições podem ser tratadas junto da Associação Contigo Teatro, pelos telefones 965228407 /968279774, ou no endereço eletrónico: ovnicontigoteatro@gmail.com

Já as reservas para o público em geral devem ser tratadas junto da bilheteira do Teatro Municipal, (telefone 291220416, até 48 horas antes do espectáculo, de segunda e terça, das 9h00 às 17h30 e de quarta a domingo, das 9h00 às 21h30.

A “Contigo Teatro”, recorde-se, nasceu da vontade de antigos membros do grupo de teatro escolar “O Moniz” de dar continuidade às actividades cénicas após o ensino secundário.

A primeira produção da “Contigo Teatro”, denominada “Duas Horas Antes”, marcou o início da actividade desta Companhia, criada em Janeiro de 1999 e legalmente constituída como Associação Juvenil em Abril desse mesmo ano.

O seu primeiro presidente, e membro fundador, foi o professor Carlos Varela, durante largos anos docente da Escola Secundária de Jaime Moniz, coordenador do grupo teatral “O Moniz”, e um grande impulsionador do teatro na Madeira.