Carlos Pereira quer garantias de novo cabo submarino para garantir comunicações para a RAM

O líder do PS-M, Carlos Pereira, defendeu hoje a diversificação da economia da Madeira, ou seja, a aposta noutros sectores para garantir que a economia da RAM não se mantém tão dependente de um sector, como o é o turismo.

“Sendo o turismo obviamente muito importante para a Região, é importante que o governo tome medidas concretas no sentido de garantir que aparecem novos negócios (…) para poder, de alguma forma, criar riqueza e criar emprego”, disse.

Nesse sentido, o PS-M mostra-se preocupado com as alternativas que o Governo Regional quer apresentar no âmbito económico. Carlos Pereira propôs ao GR uma iniciativa para ajudar a garantir a desejada diversificação. Comentando as preferências manifestadas pelo presidente Miguel Albuquerque pelas empresas de novas tecnologias, Carlos Pereira concordou, mas apontou que é necessário fazer algo para que essas empresas venham para a Madeira.

Segundo o líder socialista regional, um dos aspectos que tem impedido que empresas tecnológicas ou de comunicações possam estar instaladas na RAM, inclusive usando as vantagens do CINM, são “os custos elevados de comunicações”. Nesse sentido, apontou “os problemas que estamos a começar a ter com o cabo submarino que liga a Madeira ao continente. Trata-se de um cabo que está na sua terceira etapa de vida, o que significa que começarão a surgir muitos problemas, e portanto, é preciso uma alternativa urgente”.

O PS propõe que o Governo Regional inicie, o mais urgentemente possível, um diálogo com a Região Autónoma dos Açores, no sentido de se protocolar uma colaboração, para que haja uma solução única para as duas regiões.

“É importante, tendo em conta os custos que estão em causa para a instalação de um novo cabo submarino (…), um entendimento (…)”. Com a visita do Governo Regional dos Açores à Madeira em breve, espera-se que a Madeira possa ter, finalmente, a expectativa de ter um novo cabo. Carlos Pereira quer também que as famílias madeirenses deixem de pagar tanto por televisão e Internet, muito mais do que no continente.