Há clientes do Santander que estão sem seguro de vida no crédito à habitação, Banco informa que Açoreana denunciou contratos

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O Santander informou já os clientes da denúncia do contrato das apólices do seguro de vida no crédito à habitação, por parte da Açoreana. Que deixaram de produzir efeito a 31 de dezembro.

O Banco Santander informou, por escrito, clientes com crédito à habitação e que tinham o seguro de vida na Açoreana, que esta companhia notificou a instituição bancária da denúncia das apólices, em carta enviada a 5 de dezembro. O documento, que chegou às mãos dos clientes esta semana, já em pleno janeiro, tem data de 22 de dezembro e diz que aquela situação “implica a não renovação anual da apólice, deixando a mesma de produzir efeitos a 31 de dezembro”.

O Santander recorda, nessa carta, “a necessidade de manter um seguro de vida que tenha o Banco como beneficiário, cobrindo os riscos de morte e invalidez até ao limite do capital mutuado no seu crédito à habitação”, deixando uma porta aberta para este “vazio” que deixa as pessoas no desespero, algumas já se deslocaram à instituição bancária e à própria seguradora. De facto, o Santander informa, também na carta aos clientes, que tem uma solução para lhes apresentar “com condições especiais”, sublinhando que “neste contexto e considerando a necessidade de manter um seguro de vida, solicitamos que contacte o seu Gestor com a maior brevidade possível”.

Vários clientes que contactaram o Funchal Notícias mostraram-se indignados com este procedimento, criticando não só a atitude da seguradora, ao denunciar o contrato, mas também a cicunstância do Santander apenas ter enviado a carta com data de 22 de dezembro, em cima do Natal, com grande probabilidade de não chegar antes de janeiro e sabendo que o limite era 31 de dezembro, deixando assim as pessoas sem alternativa preparada com devido tempo, inclusive do ponto de vista jurídico, uma vez que muitos colocam em causa a legitimidade para esta decisão.

O FN sabe que há mediadores de seguros que já manifestaram a sua preocupação pelo sucedido, sublinhando que as soluções encontradas, quer dentro do Santander, quer fora, representarão, sempre, um custo muito mais elevado do que aquele que até agora os clientes vinham dispendendo com as suas apólices, contratualizadas no antigo Banif. Além disso, se em relação a muitos casos, a solução parece poder ser encontrada mesmo a custos superiores, como forma de garantir cobertura até final do prazo referente ao crédito à habitação, outros casos existem em que poderá ser difícil a formalização de um novo seguro, face às exigências aplicáveis a clientes com idades avançadas, o que por certo deixará algumas pessoas numa situação delicada.

O FN sabe que estas eram apólices de grupo, renováveis anualmente, e cujas negociações, que envolveram o Santander, não chegaram a bom termo, facto que fez com que fosse avançado com a denúncia do contrato. Dentro deste contexto, existem vários modelos de apólice e muitas delas terminaram mesmo o prazo a 31 de dezembro e os clientes estão, neste momento, sem seguro, de acordo com o que conseguimos apurar de várias fontes ligadas a seguradoras.