Armadores têm até 15 de fevereiro para concorrer à linha ferry Madeira-Continente

O navio do ARMAS foi, durante algum tempo, a esperança madeirense no transporte marítimo de passageiros.

Já foi publicado a 4 de janeiro em Diário da República e ontem no JORAM o anúncio do “concurso público internacional para a concessão de serviços públicos de transporte marítimo de passageiros e veículos através de navio ferry entre a Madeira e o continente português”.

Os armadores têm até 15 de Fevereiro para apresentar propostas.

A entidade adjudicante é a Vice-Presidência do Governo Regional da Região Autónoma da Madeira.

Trata-se de um Contrato de Concessão de Serviços Públicos que é lançado pelo preço base de 9 milhões de euros para um prazo de execução de 36 meses (três anos). Ou seja, 3 milhões por ano.

O critério de adjudicação é a “Melhor relação qualidade-preço” sendo que o Critério relativo à qualidade terá uma ponderação de 40% e o Critério relativo ao custo/Preço uma ponderação de 60%.

Os concorrentes obrigam-se a manter a sua proposta nos 120 dias (4 meses) após o dia 15 de fevereiro e a caução está fixada em 2%.

No anúncio do concurso não se fala de carga (nem contentorizada nem rodada), embora tal referência possa estar no caderno de encargos.

Refira-se que esta é a terceira tentativa de restabelecimento da finha ferry que já foi operada pelo armador espanhol Armas.

A primeira tentativa foi feita por Eduardo Jesus e a segunda por Pedro Calado. Ambas ficaram desertas -apesar de 13 armadores terem levantado o caderno de encargos- uma vez que os 3 milhões seriam para operar nos 12 meses do ano e, agora, limita-se ao período estival.