Passeio da Rua de João de Deus transformado em parque de estacionamento gratuito de motos

O passeio da Rua de João de Deus, no Funchal, frente à Escola Secundária de Francisco Franco, está transformado num parque de estacionamento gratuito de motos. Este foi o cenário que o Funchal Notícias foi encontrar esta manhã naquela artéria, numa cidade que o presidente Paulo Cafôfo foi tornando mais e mais amiga dos motociclos, e repleta de parques de estacionamento não pagos, para os mesmos. Nada mais nada menos que sete motos estacionadas no mesmo local, e uma um pouco mais distante.

O irónico é que antes, ao longo daquele mesmo passeio e durante muitas décadas, estacionaram carros, com a complacência da Polícia de Segurança Pública, cujo comando, aliás, também se situou durante décadas ali mesmo onde hoje fica a Secretaria Regional da Inclusão e dos Assuntos Sociais. E tanto assim foi que os moradores reagiram bastante mal quando a Câmara do Funchal, anos atrás, resolveu espalhar pinos de metal verde ao longo dos passeios da Rua João de Deus e da Rua do Bom Jesus, impedindo o estacionamento de viaturas automóveis.

Ora, se se tornou proibido estacionar automóveis, não se percebe como tal é permitido, em muitos dias que não apenas o de hoje, a motos. Que saibamos, é tão proibido a uma moto estacionar em cima de um passeio como a um carro. Mas agora a PSP e a CMF fazem vista grossa é às motos.

Entretanto, os moradores do centro do Funchal, a quem escasseiam lugares de estacionamento, vão sendo mais e mais maçados com as exigências da autarquia quanto aos lugares de estacionamento que têm de pagar à edilidade, os tais que na maioria das vezes muitos condutores não respeitam, estacionando lá sem serem moradores, e, mais uma vez, sem serem devidamente autuados pela PSP.

A CMF inventou agora que, se uma pessoa quiser deixar de utilizar um lugar de morador, tem de avisar a autarquia com 60 dias de antecedência. Imagine-se. Senão, o quê? Será processada com todo o rigor da lei? Também “descobriu a pólvora”, ou seja, que havia maroscas por parte de pessoas que não eram efectivamente moradoras mas davam uma morada fiscal no centro para poder usar lugares durante o dia. Por isso é que à noite havia muitos lugares de estacionamento de automóveis alegadamente de moradores que ficavam desertos! Quem havia de pensar… Era tão difícil de descobrir.

Enfim, continuamos a apreciar a gestão do trânsito na nossa cidade.