Pedro Calado diz que está 300 por cento fiel a Albuquerque e desmente notícia do jornal “i”

Pedro Calado reagiu hoje, em declarações ao Funchal Notícias, a uma notícia do jornal ‘i’ que diz que Miguel Albuquerque está a ser pressionado para não encabeçar uma candidatura à Presidência do Governo nas próximas eleições legislativas, dando Calado como uma escolha mais apropriada, capaz de unir simultaneamente as hostes “renovadas” do PSD-M como certas facções mais próximas do jardinismo.

Voltando a referir algo que já tinha dito na Assembleia Regional, Calado reafirmou que “não é delfim de nada”, e sublinhou que está “a 200 por cento com o presidente do Governo [Regional] e do partido [PSD-M]”.

“Entrei numa missão muito específica, que era estar com ele até 2019. É esse o meu espírito de missão, com 200 por cento de lealdade e o meu trabalho aqui é em prol do Governo Regional, dos madeirenses, e não estou a pensar em rigorosamente mais nada”, asseverou. “Nem sequer quero estar preocupado com nenhum tema desses. Neste momento tenho muitas coisas para resolver em termos de governação”, disse.

A sua colaboração com Miguel Albuquerque, reforçou, “é total”, e tem toda a confiança no trabalho que o actual presidente desenvolve. “Só me revejo ao lado dele, nada mais do que isso”, esclareceu.

Assumindo que teve um discurso político na Assembleia Legislativa Regional, e talvez não apenas técnico, como alguns esperariam, Calado assumiu que o seu cargo “é político”, e “quem vem para a política devia ter um discurso político. Se não tem, devia ter”, frisou.

Questionado pelo FN se admitiria assumir, com a concordância de Albuquerque, um papel de ponta-de-lança do PSD-M nas próximas legislativas, como candidato à presidência do Governo Regional, como insinua o “i”, Pedro Calado negou: “Neste momento, estou… já nem é a 200, mas a 300 por cento, disponível, com lealdade, para servir o que o presidente do partido definir”. Quanto à parte da notícia do “i” que dá Calado como capaz de unir as hostes “renovadas” e as facções ainda “jardinistas” do PSD-M, o nosso interlocutor deixou uma forte mensagem aos militantes.

“Qualquer pessoa que esteja como militante num partido, e eu aí sei bem o que tenho andado a tentar fazer, e o que tem de ser o trabalho de todos os militantes… Um militante a sério, seja de que partido for, nunca pode trabalhar par a desunião, só para a união”. Mesmo não estando ainda em funções governativas”, garantiu Calado, quando ainda labutava no sector privado, já se esforçava por trabalhar para a união do PSD-M.

“Em qualquer partido, há sempre gente que pensa de uma forma, e gente que pensa de outra. O meu trabalho há-de ser sempre em prol do partido e do seu líder, e agora, em funções governativas, dos madeirenses e dos portosantenses. Nunca contem, se eu estiver dentro de um partido com o líder A, B, ou C, que trabalhe contra ele. Vou trabalhar sempre em prol desse líder (…)”.

Pedro Calado entende que este comportamento devia ser a base para todos os militantes do PSD-M. “Em vez de andarem a incentivar quezílias e desuniões, deviam pensar no bem do partido e naquilo que o partido precisa neste momento: união, força e muita determinação (…). É isso que está a faltar a alguns militantes”, declarou.