Amílcar Gonçalves promete obras revestidas de um cunho “social”

Fotos: Rui Marote

O secretário regional dos Equipamentos e Infraestruturas foi hoje à Assembleia Legislativa Regional, acompanhado do vice-presidente Pedro Calado, fazer a apresentação do plano e orçamento da sua pasta. Oportunidade para novos confrontos verbais no parlamento sobre a tão propalada questão do novo hospital, com Amílcar Gonçalves a asseverar que as condições estão criadas para o andamento da tão ambicionada infraestrutura de saúde na Região e a garantir que a mesma só não se concretizará se não houver efectiva vontade do Governo central em viabilizar o projecto.

Uma constante na apresentação do orçamento pelos diferentes secretários tem sido o passar para a opinião pública da ideia de que todos eles têm uma forte componente social. Amílcar Gonçalves não foi excepção e tentou “humanizar o betão”, se nos é permitido usar a expressão, socorrendo-se, inclusive, das palavras dessa grande luminária da língua portuguesa que é o Padre António Vieira: “(…) para falar ao coração são necessárias obras”.

Entretanto, o governante, na senda de uma posição que tem vindo pouco a pouco a ser assumida pelo Governo Regional, mas que tem sido verberada como opção “ruinosa” por parte da oposição, sempre foi admitindo a possibilidade de o novo hospital da Madeira se concretizar através de uma parceria público-privada, à semelhança do hospital de Lisboa Oriental, como já tem sido dito. E assim as coisas vão paulatinamente caminhando nesse sentido.

O secretário realçou aliás, no seu discurso o investimento no sector da saúde, incluindo nos centros de saúde de várias localidades e nos dois hospitais funchalenses.