Grandes Barracas

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A obra nasce, as barracas crescem…

 

Rui Marote

“Será que as favelas no Brasil ou os “ranchitos” na Venezuela  tiveram origem na Madeira e foram levados para a América Latina por emigrantes madeirenses? Alguém já pensou fazer um estudo sobre isso? É que as barracas parecem mesmo estar no ADN dos habitantes da Região…”

Este foi o começo de uma crónica urbana que desenvolvemos a propósito dos quiosques ou barracas que nascem como cogumelos, primeiro na marina, agora na Praça do Povo, a tão falada praça criticada na construção mas que agora serve para tudo o que há para organizare até para desorganizar. Uma praça que, dia após dia, está tranformada num grande quiosque que vende tudo.

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A estrutura metálica já está a ser montada no Cais 8.

Mas esta das barracas de apoio a quem faz negócio tem muito que se lhe diga. Na marina já é o que se vê. E no cais 8 será mesmo o que se começa a ver. As instalações metálicas já lá estão, há quem diga que os “contentores” vão ficar mesmo ali como que encaixotados na bela paisagem daquilo que pretende ser uma praça e zona de lazer. Quem arquitetou a Praça, que muitos não queriam e hoje não querem outra coisa, nem foi chamado a se pronunciar sobre o assunto, não fosse a informação dar cabo da “estética barraca” que esta grande “barraca” vai dar.

Meio trabalho está feito. Mais uma obra arquitetónica que poderia muito bem intitular-se “Grandes Barracas”.