Miguel Silva Gouveia classificou “boicote” hoje na Assembleia Municipal de “surreal”

A oposição na Assembleia Municipal do Funchal aprovou a retirada de um ponto da ordem de trabalhos, relativo à discussão do pacote fiscal com uma receita de 5,5 milhões de euros e que tem de ser aprovado até ao final do corrente ano. Isso porque os deputados do PCP referiram não ter recebido os documentos e retiraram esse ponto, com os votos da oposição, contra a coligação “Confiança”. Algo que o vice-presidente da CMF, Miguel Silva Gouveia, classificou como “surreal”. Outro ponto ainda, relativo ao mapa de pessoal da autarquia, foi também retirado.

“Uma convocatória feita pelo presidente da Assembleia, que incluía dois pontos que têm que ser votados até ao final do ano, foram, por uma questão de interpretação jurídica, em contraciclo com tudo aquilo que tem vindo a ser feito nos últimos quatro anos [retirados da ordem de trabalhos]. Em particular, “o ponto do pacote fiscal, que, sabemos, tem de ser votado e aprovado até ao dia 31 de Dezembro de cada ano”, foi o que pareceu ter mais afectado Miguel Silva Gouveia, pelas implicações das verbas que a CMF poderá perder, e que se cifram em cerca de cinco milhões em IRS, IMI e taxa de derrama, receitas importantes para manter o município a funcionar.

A atitude da oposição deixou Miguel Gouveia estupefacto, porque a Assembleia Municipal tinha tudo para ser normal, e esta atitude parece ser de “boicote e bloqueio”, ao contrário do modo cooperativo como a Câmara tem funcionado nos últimos anos.

“Devo dizer que não é por isso que vamos baixar os braços; já convocámos uma Assembleia extraordinária para votar estes dois pontos até ao final do ano, lamentando, obviamente, que prevaleçam alguns tacticismos partidários em prejuízo do interesse superior dos funchalenses (…)”.