Albuquerque exorta a visita à exposição “O Natal na Casa da Calçada”

Fotos: Rui Marote

Miguel Albuquerque passou hoje alguns momentos agradáveis de tarde, nas palavras do próprio, por ter visitado a exposição “O Natal na Casa da Calçada”, patente ao público na Casa-Museu Frederico de Freitas. A iniciativa, diz a directora da instituição museológica, Margarida Camacho, já ultrapassou a sua décima edição e procura proporcionar ao visitante uma visão intimista do Natal, desvendando como o mesmo era celebrado na privacidade das casas [ricas… a observação é nossa…] do Funchal.

“Todo o acervo relacionado com a temática natalícia é valorizado. Exibem-se as figuras, as caixas de presépio e as representações de Jesus Menino. Realça-se a pintura relacionada com a Natividade e a Adoração dos Reis Magos. Revivem-se rituais festivos e montam-se as mesas especialmente engalanadas, com belos serviços de mesa, bordados, cristais e pratas reluzentes. Multiplicam-se os objectos que saem das reservas do museu para serem mostradas especificamente nesta quadra”, explica a responsável.

Aos jornalistas, Margarida Camacho explicou que esta mostra foi especialmente preparada para celebrar o Natal, tanto junto do público madeirense, como do estrangeiro. A vivência do Natal na Madeira é intensa, salientou, e para o público local, “fazemos um percurso específico, todo com peças relacionadas com a Natividade, quer em pintura, quer em cerâmica, quer em escultura”. Esta iniciativa realiza-se já há dez anos, mas em 2017, enfatizou, “tivemos a sorte de contar com a colaboração do Museu Quinta das Cruzes, que nos emprestou um lote de cerca de 50 peças, muitas delas não habitualmente visíveis pelo público”, o que permitiu inovar e valorizar a exposição.

As mesas de Natal reflectem também a beleza e alegria dos festejos, como se fosse para um jantar alusivo à “Festa”, ou para o chá. Essas mostras, que reflectem os hábitos nas casas antigas madeirenses [ricas…] agradam bastante aos estrangeiros.

Margarida Camacho desafiou a população a ir visitar esta mostra, uma vez que “isto só está exposto até 13 de Janeiro”. A mostra pode ser visitada gratuitamente, de terça a sábado, das 10 às 17h30. Realizam-se visitas guiadas para grupos de todo o tipo (com um mínimo de seis pessoas).

Por seu turno, o presidente do Governo Regional salientou que “esta casa não tem uma única peça que não seja boa”. Exortou, por seu turno, as famílias madeirenses que tiverem disponibilidade para tal, a visitar este circuito, “que é de facto extraordinário”, principalmente “pelos presépios e pelas lapinhas”. Isto para além das peças do espólio da Casa-Museu.

Esta mostra, em particular, “explica bem o Natal madeirense, está aqui a matriz do mesmo. Acho que é uma visita muito engraçada para fazer em família, com os filhos e com os netos”.

Dando conta do seu prazer em usufruir desta iniciativa, salientou o seu desejo de sensibilizar o público para ir à Casa-Museu, num acto inserido nas festividades natalícias.

Albuquerque referiu-se ainda ao turismo cultural, dizendo que a RAM já o pratica, e que é também graças a ele que a RAM mereceu o galardão de melhor destino insular e continue a subir na sua cotação.

“Numa ilha pequena, e entre as diversas valências, temos uma oferta multifacetada”, disse.

O governante mostrou-se ainda convicto de que a Madeira terá em 2018 terá ano turístico ainda melhor que em 2016 ou 2017.