Tentou marcar consulta de oftalmologia mas só daqui a três anos, revela o PS-M sobre episódio ocorrido hoje

Carlos Pereira hospital A
PS-M desiludido com as verbas do Orçamento Regional destinadas à Saúde.

“Encontramos um madeirense que se queixava que, hoje, foi marcar uma consulta de oftalmologia e disseram que só daqui a três anos é que podia ter essa mesma consulta”. Este foi um episódio que o líder do PS-Madeira deu conhecimento aos jornalistas, durante uma iniciativa dos socialistas junto ao Hospital Dr. Nélio Mendonça. Um momento que Carlos Pereira aproveitou para falar das verbas que estão consagradas para o setor da Saúde no Orçamento da Região para 2018.

Diz que  “as prioridades que o Governo Regional apresentou no OR2018, no que diz respeito à Saúde, deixa-nos muito preocupados e revelam que este orçamento e esta renovação da renovação é, mais uma vez, uma desilusão”

Carlos Pereira afirma que “os madeirenses esperavam que o sector da Saúde fosse colocado no centro das atenções, no Orçamento Regional para 2018”, dizendo ainda, claramente, que “não aceita que o Governo Regional reduza a verba para a Saúde em cerca de 53 milhões de euros. É preciso virar a página, é essencial mudar de ciclo e definir as prioridades certas para os madeirenses e porto-santenses”.

As listas de espera para as consultas e para cirurgia foram abordagem específica, sendo que neste caso existem, disse, “cerca de 15 mil pessoas em lista de espera”. As infraestruturas do novo hospital representaram outra referência, lara sublinhar que, no seu entender, “não têm solução”, como também assinalou a situação do hospital dos Marmeleiros que é, “como todos sabem, uma casa dos horrores” e que “não solução há solução à vista por parte do Governo de Albuquerque.

Na questão dos medicamentos referiu que, dia após dia, vêm notícias nos jornais sobre a falta de medicamentos em várias especialidades, sendo que alguns deles são de suporte de vida. Ora, tratam-se de “problemas que os madeirenses têm de enfrentar por culpa de um Governo que não sabe gerir e não sabe organizar o Sistema Regional de Saúde de modo a dar uma resposta, eficaz, às necessidades de os madeirenses e porto-santenses”.