Subsídio de mobilidade revisto dentro de dois meses, Calado compreende easyjet e pede consciência à TAP

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Pedro Calado satisfeito com a abertura do ministro para resolver o problema do subsídio de mobilidade, que será revisto dentro de dois meses. Foto site vice presidência

Um grupo de trabalho será criado até final desta semana para começar a preparar a revisão do subsídio de mobilidade aérea. O que acontecerá dentro de dois meses. Essa garantia foi dada pelo vice presidente do Governo Regional, que ontem reuniu em Lisboa com o ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques.

Pedro Calado não avançou com pormenores relativos a esse processo, mas não escondeu a satisfação face à disponibilidade demonstrada pelo Governo da República no sentido de resolver este problema que vem afetando os madeirenses, sobretudo pelo adiantamento que são forçados a fazer de elevadas quantias, nomeadamente em épocas consideradas altas em termos de transporte aéreo, com particular relevância para o Natal, atingindo particularmente os estudantes que se encontram no continente.

Calado disse ter encontrado uma plataforma de entendimento com o ministro, para já com a criação da comissão constituída por dois membros indicados pelo Governo Regional e dois indicados pelo Governo da República, mas depois com dados concretos que permitam solucionar este problema. O vice presidente disse mesmo que os políticos servem se resolverem os problemas das pessoas e é isso que pretende fazer. Vai falar com a easyjet, vai falar com a TAP, compreendendo que a companhia low cost não tem capacidade para aguentar o pagamento a 90 dias por parte do Governo central, se estivessemos perante o pagamento apenas dos 86 euros para um residente e 65 euros para estudantes, mas mostrando-se disponível para encontrar uma plataforma que sirva as partes. Quanto à TAP, pede compreensão e avaliação do problema, sublinhando que “hoje qualquer madeirense paga um preço superior ao que pagava anteriormente”. Defende “equidade no tratamento” e diz que “embora o governo não possa nem queira se intrometer na política de preços, há qualquer coisa que não se está a passar de forma positiva”.

Calado lembra que “há um princípio que a TAP não se pode esquecer, que é o princípio da continuidade territorial, porque hoje o madeirense para ir para a Madeira – nesta fase – só pode ir, ainda, por via área”.

No site da vice presidência, são referidas declarações de Calado sobre estas negociações, onde o governante esclarece que qualquer decisão final será assumida como sendo dos dois governos, ideologias à parte, considerando “o Governo da República tem obrigatoriedade de defender os interesses de todos os cidadãos a nível nacional, tal como o Governo Regional tem o dever de lutar e defender os interesses de todos os madeirenses e porto-santenses”.

Nesta deslocação a Lisboa, Pedro Calado manteve ainda reuniões no Banco de Portugal e na Caixa Geral de Depósitos.