Serviço da dívida vai custar mais 600 milhões e dava para dois hospitais, critica o PS-M

carlos pereira
Carlos Pereira mostra preocupação com o Orçamento Regional para 2018.

O grupo parlamentar do Partido Socialista na Assembleia Legislativa da Madeira mostra-se “preocupado” com o que está consagrado no Orçamento da Região para 2018, naquilo que se prende com as despesas, entendendo, numa análise à situação, que “o serviço da dívida vai custar em 2018, mais de 600 milhões de euros, o que dava para construir dois hospitais”.

Neste contexto, dizem ainda os socialistas, “no quadro das despesas, o Governo Regional apresenta, neste orçamento, cerca de 5 milhões de euros para as expropriações do novo hospital, ou seja, 600 milhões de euros para pagar dívidas de opções estratégicas erradas feitas, ao longo dos últimos anos, pelo governo do PSD, que agora só apresenta cerca de 5 milhões de euros para fazer face às despesas do novo hospital”. E dizem mais, pela voz de do líder Carlos Pereira “Este pagamento da dívida corresponde a 33% do orçamento”.

O dirigente socialista considera que os madeirenses e porto-santenses “devem refletir sobre esta matéria, mas também no que respeita ao orçamento para os sectores sociais, importantes, como a educação e a saúde que tiveram reduções. Afirma que “a explicação para a redução de 50 milhões de euros no orçamento regional da Saúde é que o Governo diz que fez um grande trabalho, na satisfação e no cumprimento da dívida do Sistema Regional de Saúde. O que os madeirenses e porto-santenses esperavam era que, se esse trabalho fosse assim tão bem feito, se as coisas correram tão bem, então, o sector ia ter mais dinheiro a partir de agora. “O esforço que foi feito no passado seria agora transferido para melhorar as condições do sector da Saúde”, contudo, nada disso aconteceu.

O líder do PS-M revela, ainda, a sua insatisfação no que respeita às Parcerias Público Privadas(PPP), frisando que a Madeira vai pagar, em 2018, 132 milhões de euros para as PPP, que continuam a ser consumidoras de muitos meios financeiros do orçamento. “Ainda nos venderam a ideia que andaram a negociar para reduzir este esforço financeiro. Uma mentira, uma fraude que fizeram aos madeirenses, uma vez que estamos a pagar mais em termos proporcionais do que pagávamos antes, e é insustentável a Madeira pagar 132 milhões de euros a uma empresa para fazer a manutenção de estradas”.

E por tudo isso, tece fortes críticas ao Governo de Albuquerque, acusando-o de “assaltar o bolso dos madeirenses e porto-santenses”, lembrando que este governo prometeu um novo aos madeirenses, mas, apenas, está a mostrar o mesmo tipo de orientação estratégica do passado, a mesma propaganda errada e falsa, com medidas que não melhoram a vida dos madeirenses e porto-santenses.