Câmara do Funchal vai contratar 48 bombeiros em dois anos e há formação no Regimento de Sapadores de Lisboa

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Os candidatos a bombeiros submeteram-se a testes físicos.

A Câmara do Funchal vai contratar 48 bombeiros nos próximos dois anos, 24 por ano. Foi isso mesmo o que disse o presidente da autarquia quando ontem, no RG3, acompanhou a preparação dos bombeiros, com as provas físicas prestadas pelos candidatos ao concurso externo de admissão a estágio de 24 bombeiros recrutas, na nova Escola de Bombeiros do Funchal.

Paulo Cafôfo foi acompanhado nesta visita pelos vereadores João Pedro Vieira, que tem o pelouro da Proteção Civil na Autarquia, e Madalena Nunes, que tutela os Recursos Humanos, e mostrou-se “satisfeito pela forma como o processo de recrutamento está a decorrer, que o Executivo tem acompanhado de perto”.

Numa informação enviada aos jornalistas, a autarquia refere declarações de Cafôfo onde este aponta “o significado deste recrutamento para os Bombeiros Sapadores do Funchal. A última recruta decorreu há mais de 16 anos, em junho de 2001, e esta era uma carência identificada por todos. Nos próximos dois anos contrataremos, por isso, 48 novos bombeiros, 24 por ano, que irão permitir uma renovação do quadro da corporação e um franco reforço em termos de idade.”

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Paulo Cafôfo visitou testes dos novos bombeiros, acompanhado pelos vereadores Madalena Nunes e João Pedro Vieira,

O Presidente sublinha que “a constituição de novas equipas também vai aumentar a rotatividade e, consequentemente, a eficiência do serviço”, relembrando que, tal como já foi formalizado com a Câmara Municipal de Lisboa, os 24 profissionais que a Autarquia vai contratar em 2018 terão seis meses de formação específica junto do Regimento de Sapadores Bombeiros da capital, incluídos no ano de duração previsto para o curso, “o que será determinante no seu processo formativo.”

As provas físicas continuam hoje a decorrer, sendo que o processo de seleção teve início em agosto, com 170 rapazes e raparigas, entre os 18 e os 25 anos de idade, a terem cumprido, então, os requisitos preliminares e iniciado as diversas e exigentes provas eliminatórias. A primeira foi uma prova de conhecimentos gerais, tendo-se seguido uma inspeção médica para avaliar a robustez física dos candidatos e o estado geral de saúde.

Segundo uma informação da autarquia, “às provas práticas de seleção chegaram 51 concorrentes. Estas destinam-se a avaliar a sua destreza, bem como a sua aptidão, capacidade e resistência para a função. Após esta etapa fica a faltar, apenas, o exame psicológico de seleção, que visa, por fim, avaliar as características de personalidade dos candidatos, através da utilização de técnicas psicológicas, no sentido de determinar a sua aptidão para o exercício da função”.