Saltos de pára-quedas e actuação de banda militar mista atrairam as atenções dos transeuntes no centro do Funchal

Fotos: Rui Marote

O público funchalense teve hoje oportunidade de assistir, no centro da cidade do Funchal e também na baixa de Machico, a uma exibição da equipa de demonstração de saltos de pára-quedas das Forças Armadas, os “Falcões Negros”, que demonstraram bem a sua perícia não só no ar, mas sobretudo no perfeito domínio do pára-quedas na aterragem. Na baixa do Funchal, este foi o culminar de uma actividade de divulgação militar que movimentou várias zonas da Madeira e atraiu a notória e natural curiosidade do público, ao longo dos últimos dias.

De acordo com o general Carlos Perestrelo, comandante da Zona Militar da Madeira e comandante operacional da Madeira, a iniciativa de hoje concluiu um evento com uma semana de duração, que trouxe à Madeira os “Falcões Negros”, e envolveu as bandas dos três ramos das Forças Armadas, de uma forma inédita na Região”.

De facto, elementos das três bandas, juntos numa única, protagonizaram hoje um concerto na Praça do Povo, onde aterraram os pára-quedistas, e também solenizaram o arriar da bandeira nacional no Palácio de São Lourenço. “Tiveram ainda um desempenho notável no concerto do dia 10”, enfatizou o general, “assinalando o centenário do bombardeamento ao Funchal, por submarinos alemães”.

Segundo referiu Carlos Perestrelo, os “Falcões Negros” tinham já alguma experiência de saltos na RAM. Mas um elemento inovador foi o primeiro salto em “tandem” realizado na Madeira, ou seja, um passageiro transportado por pára-quedista. Uma modalidade não só utilizada para proporcionar a neófitos uma experiência de saltos de pára-quedas, mas, do ponto de vista militar, utilizada para pôr no terreno operacionais especialistas em determinadas áreas, mas que não têm formação nem experiência como pára-quedistas.

Tratando-se de uma experiência inovadora na Madeira (no Porto Santo já aconteceu), o felizardo foi um madeirense, o major Urbano Correia, tendo a oportunidade desta experiência inolvidável.

O general Carlos Perestrelo considerou a experiência destas actividades de divulgação militar um êxito, tendo em vista que o objectivo das mesmas era dar uma perspectiva das Forças Armadas e das suas actividades à população, particularmente aos jovens que nelas pretendem servir.

O grande objectivo, de facto, foi cativar jovens interessados em integrar as fileiras do Exército, da Marinha ou da Força Aérea. Na Madeira, disse o orador, a oferta de interessados em integrar o Exército é, considerou, boa.

Em breve, haverá uma equipa de militares madeirenses que integrará uma missão militar no Iraque. Será uma actividade inédita, também, e haverá um cuidado especial na formação dos elementos para a Madeira sair também bem vista da experiência.