Raquel Coelho considerou que a Região deve criar condições para haver investimento privado e criação de emprego, garantindo uma carga fiscal mais competitiva e custos de produção mais baixos para as empresas, lembrando que o custo de vida é mais elevado na RAM não só por causa da insularidade mas também “em consequência do modelo portuário levado a cabo pelo Governo Regional”. Por outro lado, a deputada salientou que a emigração em massa dos jovens madeirenses deve ser estancada, “para bem das famílias”.
A economia ao longo destes últimos 40 anos, entende o PTP, não conseguiu gerar riqueza nem a fixação de investimento e a Região teve de fazer esse papel, substituindo-se à iniciativa privada em matéria de criação de emprego e de construção de infraestruturas gerando uma dívida “monstruosa” que está a hipotecar as gerações vindouras, referiu Raquel Coelho.
Nas parcerias público-privadas da Via Expresso e Via Litoral, embora as rendas tenham sofrido uma redução, ainda não é suficiente. “Temos estradas de luxo e um hospital de terceiro mundo”, salientou. “Bastavam três anos de suspensão das parcerias e já havia dinheiro para um novo hospital, sem precisarmos da ajuda da República, ao fim ao cabo isto é tudo uma questão de escolhas”, afirmou Raquel Coelho, no final da reunião com o vice-presidente do governo.
“Há toda uma série de investimentos públicos que têm de ser feitos mas, para isso, é preciso haver racionalização de recursos e estabelecidas prioridades. Precisamos de políticos corajosos para enfrentar lobbies que têm parasitado os orçamentos regionais”, declarou.
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