Grupo Pestana doou à Região meio milhão de euros para a faixa corta-fogo

Pestana corta fogo
O meio milhão permite adquirir uma faixa de terreno equivalente a 60 campos de futebol para a faixa corta-fogo.

O Pestana Hotel Group vai doar mais de meio milhão de euros (€ 557.254) ao Instituto das Florestas e Conservação da Natureza da Madeira, verba que se destina à aquisição de 60 hectares (o equivalente a 60 campos de futebol) de terrenos de propriedade privada, sem qualquer gestão de combustíveis. “O importante contributo do PHG permitirá a total implementação da primeira fase da faixa corta-fogo”, refere um comunicado do grupo, emitido depois da cerimónia ocorrida hoje.

O objetivo é a criação, numa área frequentemente afetada por incêndios, de uma zona tampão, sobranceira ao Funchal, que servirá para eliminar, ou pelo menos mitigar, o risco de propagação dos incêndios para zonas habitacionais do Funchal e consequentemente garantir a segurança da população.

A oficialização desta doação decorreu hoje, no Miradouro do Curral dos Romeiros e contou com a presença do Presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque e do Presidente do Pestana Hotel Group, Dionísio Pestana.

De acordo com Dionísio Pestana, Presidente do Pestana Hotel Group, este grupo empresarial “está ciente da importância do contributo para a manutenção do património florestal, economia e comunidade local. É um investimento que se justifica no quadro do nosso compromisso permanente com a Madeira e da nossa política de responsabilidade social global.”

A faixa corta-fogo, quando completamente concluída, compreenderá 420 hectares. A verba doada pelo Pestana Hotel Group à Região Autónoma da Madeira permite concluir na sua totalidade a primeira fase de implementação da faixa corta-fogo.

A área da faixa corta-fogo situa-se junto ao Caminho dos Pretos, entre o Terreiro da Luta e o Palheiro Ferreiro, é constituída por terrenos privados abandonados, onde hoje predominam mato, eucaliptos e acácias outras plantas altamente combustíveis. Serão gradualmente retiradas e serão plantadas espécies folhosas como carvalhos, castanheiros e espécies indígenas (loureiros, faias, uveiras e massarocos). Estas espécies ardem com maior dificuldade, reduzindo a intensidade de eventuais incêndios que possam deflagrar e permitem melhores condições no combate às chamas.

Será ainda criada uma rede de caminhos florestais que, para além de acessos, funcionará como aceiros (faixas corta-fogo desprovidas de vegetação). Está ainda prevista a construção de um tanque de 1500 m3 e a instalação de uma rede de água e bocas-de-incêndio, para fornecimento de água aos bombeiros.