Concelhia do CDS/PP do Funchal acusa partido de ter discurso de vitória numa derrota

lopes da fonseca
Concelhia do CDS/PP do Funchal coloca a liderança de Lopes da Fonseca “debaixo de fogo”.

Foi uma direta para os orgãos dirigentes do CDS/PP na Região, com incidência para as palavras do líder Lopes da Fonseca na noite das eleições autárquicas. A concelhia do partido no Funchal, liderada por Nelson Costa Ferreira, reuniu para analisar os resultados, considerou-os “aquém das expetativas” e foi clara ao afirmar que eles se afiguram “incontestavelmente, como uma derrota”. Diz mesmo que “o partido desceu, na sua relevância eleitoral, em todos os orgãos autárquicos e em todas as freguesias do Funchal” e reage sublinhando que “não nos podemos contentar, por conseguinte, com o discurso erróneo que propala uma vitória quando, de novo, o que ocorreu foi uma derrota”.

Dando a conhecer aos militantes o contéudo da ata da reunião da concelhia, Nelson Ferreira lembra que “um partido como o CDS não poderá somente se contentar com resultados mínimos para a eleição de mandatos (como a de um só vereador); Necessita, sim, de ser mais ambicioso, tanto no discurso como no trabalho junto das pessoas. Será efetivamente urgente mudar a prática política do partido, interna (no que diz respeito ao relacionamento com as comissões políticas concelhias e à valorização destes mesmos orgãos) e externamente”.

Numa demonstração que o CDS/PP enfrenta, também, algumas sensibilidades internas que apontam já baterias para 2019 tendo em vista uma eventual alternativa a Lopes da Fonseca, a concelhia do Funchal pede um CDS “mais proativo e menos passivo nas questões fundamentais para a cidade”. E avisa: “Os nossos autarcas eleitos deverão ter a liberdade, sempre, de optar por apoiar os projetos de bem comum para a sua freguesia e não seguir ditames tingidos de simples cores partidárias e impostos verticalmente. As pessoas estão em primeiro lugar e foi por elas que fomos eleitos”.