Marcelo dá ultimato ao governo para fazer mudanças na floresta e diz que é um dos testes decisivos ao mandato

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Marcelo Rebelo de Sousa falou ao País para dar ultimato ao Governo: “Esta é a última oportunidade”.,

O Presidente da República falou ao País para dizer que “a consciência está pesada perante mais de cem mortos”. Diz que os portugueses “ficaram fragilizados por aquilo que lhes pareceu ser a insuficiência de meios, perante leituras de relatórios de Pedrogão, que acentuam dúvidas e temores, preocupações, ficaram fragilizados perante novas tragédias três dias depois da divulgação dos relatórios, ficaram sobretudo fragilizados perante a ideia da impotência da sociedade e dos poderes políticos em face de tamanha catástrofe. Claro que alguma dessa fragilidade é injusta perante o heroismo dos combatentes e da vasta área ardida”.

Marcelo Rebelo de Sousa afirma que a situação “exige resposta rápida e convincente sobre o que pode e deve dizer o Presidente da República. Esta é a última oportunidade de convertermos a floresta e convertermos em prioridade nacional. Deve haver uma convergência alargada porque os governos passam mas as prioridades ficam, O Governo deve tirar todas as consequências dos relatórios, pode e deve dizer e não se esqueça daquilo que nos últimos dias ampliou as lições de junho, pode e deve dizer que abriu um novo ciclo que inevitavelmente obriga a ponderar quem melhor e quando serve este novo ciclo”.

Marcelo disse ainda que “não será possível, ano após ano, garantir segurança, para depois se dizer que ela não é possível assegurar. A única forma de pedir desculpa às vítimas de junho e outubro é reconhecer, com humildade, que os portugueses não viram nos poderes públicos a garantia da sua segurança. Para mim, mudar de vida neste domínio, é um dos testes decisivos ao mandato do governo”.

Para o Presidente, a Assembleia da República deve decidir sobre se este governo tem condições para continuar, se a resposta for positiva, ou se isso não acontece, se a resposta for negativa.