Luís Vilhena vem em apoio de Carlos Pereira e acusa Emanuel Câmara de “marioneta” e de “assumir o papel de Avatar de Paulo Cafôfo”

O deputado do PS na Assembleia da República, Luís Vilhena veio hoje em apoio do atual líder do PS-M, Carlos Pereira face ao anúnicio da candidatura à liderança de Emanuel Câmara.

Eis o ‘post’ colocada esta manhã no facebook:

“Desde o início que tenho estado com Carlos Pereira neste projeto de construir uma alternativa ao poder regional pelo Partido Socialista. Para o bem da democracia da Madeira é essencial que haja alternância nos órgãos de poder, por uma série de razões que agora me escuso de enunciar. Sou por isso testemunha da sua capacidade enquanto político, como pessoa integra e de princípios e com uma capacidade de trabalho invulgar, estando, portanto, em condições de conduzir este processo que deverá culminar em 2019 na sua candidatura para presidente do governo regional.
Para todo o percurso até hoje traçado ter consequência é fundamental ganhar as próximas eleições internas e o congresso regional do PS.
Entretanto, surgiu um novo candidato a líder do partido. É perfeitamente legítimo que qualquer militante apresente um novo projeto político para o seu partido. Sobretudo se está descontente com o rumo até aí traçado. Mas neste caso, não há razões plausíveis o Sr. Emanuel Câmara pôr em causa o percurso de Carlos Pereira nos últimos dois anos à frente do partido. Com resultados visíveis nas eleições à Assembleia da República e agora recentemente nas autárquicas, o PS tem crescido depois do desastre catastrófico das eleições regionais lideradas por Vitor Freitas. Não se pode por isso apontar que a estratégia de Carlos Pereira não tenha sido certeira para o combate político regional.
Mas afinal o que pretende o Emanuel Câmara? Ele próprio reconhecerá, se a sua auto estima der lugar à razão, pelo menos temporariamente, que as suas capacidades enquanto político estão a anos luz das de Carlos Pereira. Então, o que se percebe, pelas suas próprias palavras, é que quer assumir o papel de Avatar de Paulo Cafôfo para este se candidatar a presidente do governo regional em 2019. Ora, não é nada que não se estivesse à espera e que, aliás, eu já tinha vaticinado num artigo de opinião no Jornal da Madeira há cerca de 6 meses. A marioneta é outra, sempre comandada pelo mesmo titereiro, Bernardo Trindade, mas a finalidade é a mesma: colocar o presidente-da-câmara-a-prazo, para se candidatar à presidência do governo regional.
E isto é legitimo? É! Os militantes do PS podem em congresso escolher esse caminho. Os militantes podem fazer o que quiserem do seu partido. Até fechar as portas e entregar a chave a qualquer um. Aliás, já fez isso em Santa Cruz e viram-se os resultados.
Emanuel Câmara deve ser, apesar de tudo, congratulado. Não é todo o homem que se presta a tal papel, uma espécie de Martim Moniz que se deixa entalar na porta do PS para deixar entrar Paulo Cafôfo com passadeira vermelha. Já este, enquanto saem estas notícias nos jornais, em que se fala no seu nome, permanece na sombra, orquestrando apoios sem dar a cara, enquanto prepara o discurso para a tomada de posse na Câmara do Funchal e em vez de se preocupar em consolidar o projeto autárquico que lhe caiu nas mãos.
Esta ação divisionista é ainda mais caricata numa altura em que o PSD se está a desmoronar. Em vez do PS se apresentar como um partido estável e unido, aparece o Sr. Emanuel Câmara a dividir o Partido Socialista. Grande estratégia… É o regresso à pré-história”.


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