Guilherme Silva lança o alerta para o PSD-Madeira: “É preciso que a soma negativa dos concelhos não se transforme em soma negativa da Região”

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Guilherme Silva: “Há, efetivamente, um momento negativo que é preciso apagar e não deixar que contamine as eleições regionais”.

Do PSD nacional, Guilherme Silva já disse, numa outra peça, que registou um desvio relativamente ao que foi a linha de pensamento de Sá Carneiro. O caminho, do futuro, aponta para o reencontro com as raízes, agora que se apresentam à disputa eleitoral, duas figuras de registo do partido, Rui Rio e Santana Lopes. Do PSD regional é diferente, “tem especificidades”. Igual mesmo só o resultado, também ele, tal como no resto do País, a registar números preocupantes para a estrutura social democrata regional, ao ponto de já ter vindo a público, após recente Comissão Política, avançar com o reconhecimento dos maus resultados e da necessidade de investir na comunicação. Com mudanças anunciadas, no partido e no Governo.

É preciso muito cuidado”

O antigo deputado do PSD-M na Assembleia da República, que é membro do atual Conselho Regional do partido, avisa que “é preciso ter muito cuidado”, referindo-se aos resultados e às caraterísticas muito próprias em matéria de política regional. Lança um olhar para trás, onde encontra no PSD “um partido muito dominante nos últimos 40 anos, quer nas autarquias, quer na governação regional”. Chega, mais recentemente, em 2013, onde “perde a maioria das câmaras mas mantém o Governo”. E nestas eleições de 2017 “acentuou-se a quebra em termos de resultados globais”. Diz, sem reservas, que “todos percebemos que a Madeira é uma soma de concelhos. E é preciso evitar que a soma negativa de concelhos seja transformada em soma negativa para a Região. São eleições distintas, mas o eleitorado é o mesmo”.

É preciso fazer um trabalho que apague este momento”

Por estes fatores, é de opinião que, até 2019, “é preciso fazer um trabalho, neste tempo que falta para as eleições legislativas regionais, que neutralize e apague este momento menos bom do Partido Social Democrata na Madeira. Estamos a tempo, o entrosamento histórico do partido com a população da Região, não se quebrou, do meu ponto de vista. Mas há, efetivamente, um momento negativo que é preciso apagar e não deixar que contamine as eleições regionais. Estou certo que o PSD-M, o seu líder, os seus responsáveis e o Governo Regional, tudo farão nesse sentido, como é sua obrigação, para alterar os resultados nas eleições em 2019”.

Liderança tem obrigação de unir o partido

Para qualquer partido, uma alteração de liderança provoca, sempre, algumas fissuras, umas de atitude, outras de pensamento, outras de estratégia. No PSD, por assumir uma posição de partido de poder, ainda mais. Para Guilherme Silva, colocado perante a eventualidade de ainda não terem sido resolvidas as mágoas do pós Jardim, a situação é solucionável “se houver trabalho em favor da unidade”. Esclarece que “seria meramente teórico dizer que está tudo no melhor dos mundos. Subsistirá, aqui ou acolá, algumas situações. Mas não tenho dúvidas que há um ponto de convergência nos militantes, mesmo com pontos de vista divergentes, como de resto tem sido uma das caraterísticas do PSD-Madeira, quer em termos regionais, quer nacionais. Há uma convergência de esforços para que o PSD ganhe e toda a gente tem a certeza que o PSD é o melhor partido para servir a Região. Bastam estes dois vetores para juntar, obviamente, ao trabalho da liderança em procurar unir cada vez mais o partido. O que foi lá foi, cada um teve o posicionamento que entendeu ter, há uma direção eleita e em exercício de funções, um governo legitimamente eleito, agora é preciso que a liderança, que tem essa obrigação, reforce essa união no partido à volta de um objetivo comum”.