Bernardo Caldeira critica República por problemas de mobilidade que ainda afectam os portosantenses

O deputado social-democrata Bernardo Caldeira foi esta manhã o primeiro interveniente no plenário da Assembleia Legislativa Regional, cujos trabalhos prosseguem durante o dia de hoje e o de amanhã. Na sua intervenção, queixou-se da difícil resolução dos constrangimentos da mobilidade aérea aos portosantenses, prejudicando-os relativamente aos cidadãos madeirenses.

Sublinhando que a maior parte dos partidos na Madeira estão mais ou menos de acordo, no geral,  quanto às alterações necessárias,  estandoa “bola”, por assim dizer, na mão do governo da República,  que tem demorado a encontrar as soluções almejadas pelos habitantes do Porto Santo. Ao custo da passagem aérea para o continente, criticou, acresce para os portosantenses o custo adicional do bilhete para a Madeira, em 76 euros. Por essa razão,  e pela ausência da aprovação do tão almejado bilhete corrido, criticou a “Geringonça” política que governa o país, por não assegurar mais eficazmente aspectos intimamente relacionados com a continuidade territorial. Após uma postura comum da ALRAM, e a constituição dum grupo de trabalho, o PS e os partidos que o suportam, no governo do país, continuam a adiar a resolução desta situação.

Por esta razão,  perguntou-se porque é que a criticada “Geringonça” apostou na recompra da TAP, se a transportadora aérea nacional não oferece preços melhores e melhores serviços aos madeirenses e portosantenses,  inclusive em épocas fulcrais como Natal, época de exames no continente e outras.

Os cidadãos insulares,  acusou, continuam a ser penalizados, pelo que defendeu uma revisão do tarifário aéreo, principalmente entre a Ilha Dourada e a Madeira.

O parlamentar social-democrata Paulo Freitas aproveitou para questionar o orador sobre a introdução pelo Governo Regional,  do subsídio às viagens marítimas para o Porto Santo, dando a entender que o mesmo tem beneficiado imenso a economia da ilha vizinha e para a ocupação hoteleira fora da época alta. Um aspecto que Bernardo Caldeira confirmou.

foto LR

Já Gil Canha,  deputado independente,  criticou Eduardo Jesus, secretário regional da Economia,  Turismo e Transportes,  por fazer propaganda de uma ilha “verde” e sem poluição,  intenção declarada do GR, mas expressa em anglicismos sobre os quais ironizou. “Hoje em dia, cada vez que se quer dar a ideia de uma ideia nova, dá-se-lhe um nome inglês”, declarou, sublinhando a denominação “fossil free island”.

Dada esta intenção,  perguntou que sentido faz permitir que todos os anos, na época alta, entrem tantos carros na ilha, causando grande trânsito e poluição,  ao contrário do que acontece em muitas outras ilhas do mundo, onde a entrada de veículos automóveis de não residentes é proibida ou altamente penalizada.

Bernardo Caldeira considerou que a entrada de automóveis,  porém, beneficia a economia portosantense.