Venezuela e situação complexa da comunidade madeirense reúne consenso e simpatia dos partidos

Afinal, o centrista Roberto Rodr

Fotos: Rui Marote

A situação política periclitante na Venezuela,  com as ameaças de guerra civil e de intervenção estrangeira, e as consequências quem tido na comunidade portuguesa em geral e madeirense em particular naquele país latino-americano, tem estado no centro do debate no período de antes da ordem do dia na Assembleia Legislativa Regional,  com todos os partidos a solidarizarem-se com os problemas dos emigrantes oriundos da RAM na Venezuela.

As diversas forças políticas assumiram que têm de facto havido actuações repressivas do governo de Nicolás Maduro, inclusive Ricardo Lume,  do PCP,  o fez, embora lembrando que a actuação dos manifestantes da oposição também “não têm sido propriamente pacíficas” e mostrando-se contrário a qualquer intervenção  estrangeira, como por exemplo tem sido ameaçado recentemente pelos EUA. Isto na medida em que as intervenções militares americanas em regimes desestabilizados só tem contribuído para desestabilizações ainda maiores.

Por outro lado,  disse Lume, os embargos à Venezuela só acabam por,  no deu entender,  penalizar ainda mais os cidadãos venezuelanos e também os emigrantes portugueses residentes naquele país.

Gil Canha veio lembrar que já há um ano tem alertado para a necessidade de criação dum plano estratégico de ajuda aos emigrantes na Venezuela que retornam ao arquipélago,  algo quem sido ignorado. Recordou também que os emigrantes foram,  em seu entender, vitimados por grandes esquemas dos bancos,  que lhes levaram as poupanças de muitos anos através de assédio a investimentos de risco.

Também o JPP, pela voz de Carlos Costa,  alertou para a urgência da criação de mecanismos de apoio ao emigrante regressado à ilha,  não só ao nível do governo regional ou da República,  mas também das Câmaras Municipais e das Juntas de Freguesia,  para facilitar a sua integração.

O secretário regional da Economia apresentou-se no parlamento acompanhado de amplo ‘staff’

Na sessão desta manhã também houve outras questões a serem levantadas,  como por exemplo a do deputado social-democrata Higino Teles, que criticou as diferenças de tratamento,  por parte do Estado português,  dos estudantes e atletas da Madeira.