Fotos: Rui Marote
A Assembleia Legislativa da Madeira iniciou hoje a sua nova sessão de legislatura com um plenário onde há caras novas como Luís Calaça, deputado social-democrata que vem substituir Vânia Jesus. Também Lino Abreu, do CDS, regressa ao parlamento, bem como Rubina Leal, e o comunista Ricardo Lume, além da social-democrata Nivalda Gonçalves. Já o deputado centrista Roberto Rodrigues, que vem substituir Ricardo Vieira, que, como é sabido, se afastou, só virá amanhã.
António Lopes da Fonseca, líder do partido e agora também da bancada parlamentar do CDS, iniciou os trabalhos do plenário abordando a anunciada saída do secretário regional das Finanças e Administração Pública, Rui Gonçalves, do actual Executivo regional. Um governante que, considerou, ficará para sempre associado a uma austeridade que massacrou os madeirenses. O CDS, declarou, espera que o novo secretário da tutela “tenha coragem de mudar o status quo da economia regional”.
“Os madeirenses”, disse, interrogam-se porque não podem beneficiar de um diferencial fiscal de 30 por cento no IRS, como acontece nos Açores. Numas clima de diálogo e convergência, o CDS pretende pugnar para que as suas propostas sejam acolhidas pelo novo titular da pasta das Finanças, acrescentou.
Para Lopes da Fonseca, é preciso acelerar a construção do novo hospital, reduzir o IRC às empresas e criar mecanismos de ajuda aos jovens, para que possam empregar-se na RAM e não sejam obrigados a emigrar.
Defendendo a continuidade territorial no país, em equilíbrio com a manutenção da Autonomia, afirmou que o partido continuará a sensibilizar o Governo da República para que pague as suas diversas dívidas à Região, bem como a exigir mais apoio para a área dos transportes aéreos e marítimos.
Um discurso que daria aso a uma questão do deputado do BE, Roberto Almada, que questionaria por seu turno como é que no Dia Mundial da Saúde Mental (esta questão relacionava-se com a abordagem feita por Lopes da Fonseca ao sector da Saúde) pode continuar o caos nos serviços médicos públicos regionais aos doentes mentais, que ainda estão a aguardar consultas atrasadíssimas, penalizando fortemente a saúde mental no arquipélago. Um tema que o Bloco tem recentemente abordado e voltado a abordar, denunciando as deficiências no sistema regional de saúde nesta matéria.
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