Rui Gonçalves passa do Governo para a Administração Tributária com a missão de chefiar um serviço

A Administração Tributária e Aduaneira no Funchal passa a contar com mais um quadro de topo na direção.

A história repete-se. À semelhança do que já aconteceu com Ventura Garcês (ex-secretário regional da era Jardim), Rui Gonçalves vai agora para as Finanças. O demissionário secretário regional das Finanças e da Administração Pública já tem assegurado um lugar de direção de um serviço na administração tributária da Madeira.

Está mesmo a ser preparado um gabinete para acolher Rui Gonçalves que pediu a sua demissão do Governo, após a divulgação dos resultados das eleições autárquicas. Como era público, o homem que geria os dinheiros não era do agrado de vários setores, público e privado, pela gestão apertada das verbas e, consciente disso, Rui Gonçalves pediu a sua exoneração a Miguel Albuquerque.

Rui Gonçalves prepara entrada na Administração Tributária.

Num momento em que ainda não foi escolhido o novo titular das Finanças, com muito ruído e especulação no ar sobre o assunto, com uma iminente remodelação do GR que pode passar por chamar Pedro Calado ao executivo de Albuquerque, ainda por confirmar, o futuro de Rui Gonçalves será agora na direção da Administração Tributária e Aduaneira da Madeira.

O ex-secretário regional faz parte dos quadros da Administração Tributária aquando da regionalização das finanças, assim como aconteceu com o também ex-secretário regional Ventura Garcês (Finanças).

Para além da excelente remuneração, anualmente é abonado a estes dirigentes de topo da administração tributária o chamado “FET”, um fundo anual distribuído pelos dirigentes consoante a produtividade e a cobrança coerciva de impostos, vulgo espécie de prémio de produtividade.

O assunto já está a ser comentado internamente na Secretaria Regional das Finanças e Administração Pública e na Administração Tributária. Todos louvam “a capacidade de trabalho de Rui Gonçalves e gestão séria e rigorosa das contas”, que por vezes não é compatível com os interesses políticos e empresariais, e consideram que o novo lugar “é um prémio”, porque dispensa concursos ou exames para o exercer, a exemplo do que é exigido a outros profissionais da administração tributária em termos de progressão na carreira, e não exige o trabalho e desgaste diários de um titular do governo.