“Funchal Forte” diz que a CMF está a ser irresponsável ao “marinar” no assunto dos transportes públicos de passageiros

A coligação “Funchal Forte” esteve esta tarde em frente à empresa ‘Horários do Funchal’, em “solidariedade a todos os trabalhadores pelo sério problema de não virem a receber os seus salários dos próximos meses de outubro e novembro, já que a empresa está em quase ruptura financeira, pois não recebe há meses as indemnizações compensatórias”.

Segundo a coligação, o presidente de Câmara, Paulo Cafofo, “anda entretido na campanha para a sua reeleição e nunca mais se sentou com o Governo na mesa de negociações, e pior ainda, anda há mais de um ano a arrastar-os-pés num assunto de vital importância para a mobilidade dos funchalenses”.

O “Funchal Forte” explica que, como a Câmara não delegou no Governo Regional a responsabilidade que a actual lei confere às autarquias pelo transporte público, o Governo não pode meter um tostão na empresa, o que está a criar graves problemas de tesouraria, e, consequentemente, a falta de dinheiro para pagar salários já para o próximo mês.

A coligação acusa a autarquia de “marinar irresponsavelmente” este assunto para alegado desespero do próprio vereador Domingues Rodrigues.

“Sabemos que a Secretaria Regional da Economia, Turismo e Cultura insistiu no final do ano passado para se chegar a um acordo com a Câmara Municipal do Funchal, só que Paulo Cafôfo marimbou-se para as negociações, não dá respostas, nem transmite qualquer posição clara e objectiva sobre o assunto”, revela a coligação em comunicado.

Todas as autarquias da região já delegaram no Governo esta responsabilidade, porque não têm meios financeiros nem técnicos para assumirem o que o novo Regime Jurídico do Serviço de Transporte de Passageiros exige, só que a CMF não se resolve, não delega a sua competência legal como Autoridade dos Transportes, nem se parece preocupar com um assunto de vital importância para a cidade nem para os sustento das quase 500 famílias dos trabalhadores dos Horários do Funchal.

A coligação lembra que, legalmente, desde 1 de Janeiro de 2017, o Município do Funchal é a entidade responsável pelos transportes públicos e pelas carreiras de âmbito municipal, designadamente o seu planeamento, organização, operacionalização, fiscalização, investimento e financiamento, que passa pelas indemnizações compensatórias.

“Mas mesmo com esta responsabilidade em cima-dos-ombros, nada lhe importa, e tudo lhe passa ao lado”, rematou.