Rui Barreto propõe cartão de “boas práticas ambientais” para dar desconto na água e quer chegar aos 5% de devolução do IRS até 2021

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Rui Barreto diz que o Jardim de Santa Luzia deve deixar de ser um espaço de guerrilha e passar a ser um espaço de solidariedade.

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O Jardim de Santa Luzia deve deixar de ser um espaço de guerrilha para passar a ser um espaço de solidariedade. Esta referência de Rui Barreto, candidato do CDS/PP à Câmara do Funchal, feita esta noite numa ação de campanha que reuniu, também, os candidatos do partido às juntas de Santa Luzia (Ricardo Fonseca) e Imaculado Coração de Maria (Marco Leça), reporta-se ao ambiente crispado entre as candidaturas do PSD, com Rubina Leal  e da Coligação Confiança, de Paulo Cafôfo, sobre de quem é a responsabilidade da limpeza daquele jardim.

Rui Barreto lançou farpas às candidaturas de Rubina Leal e Paulo Cafôfo, desafiando ambos a apresentarem o seu programa eleitoral para os próximos quatro anos. O candidato do CDS-PP exibiu mesmo uma exemplar do seu programa e perante os aplausos lembrou as quezílias entre Rubina Leal e Paulo Cafôfo a propósito da limpeza da cidade. “A Câmara diz que este espaço é do Governo, mas se a Câmara estivesse interessada em cuidar dos jardins da cidade, fazia o trabalho e colocava uma placa a dizer que foi trabalho seu”.

Neste encontro com os militantes, o candidato do CDS/PP lançou um desafio à candidata do PSD, Rubina Leal, para que apresente o seu programa para a cidade. Diz que “o CDS/PP já apresentou o seu programa, reunimos com dezenas de instituições, ouvimos centenas de funchalenses e realizados quatro conferências. Não conhecemos o programa da dra. Rubina Leal, o que pensa sobre os nossos jardins e a sua qualidade, o que pensa sobre o futuro dos nossos bairros e sobre o Plano Diretor Municipal ou o que pensa sobre o relacionamento com as nossas juntas de freguesia. Nós sabemos porque fizemos o nosso trabalho”.

Rui Barreto acentua “uma candidatura construtora de ideias e um plano de melhoramentos urbanísticos na cidade para os próximos quatro anos, fazendo das pequenas grandes obras e dar valor às pessoas, dando limpeza às ruas e voltar a dar brilho, tornar o Funchal um brinquinho como já foi e hoje regredimos”. Quer fazer um combate acérrimo “ao desperdício da água”. Nos primeiros seis meses de mandato, se for eleito, o candidato quer “inventariar todos os canais, verificar as perdas e uma parte delas deve ser dado em desconto aos funchalenses”. Propõe um incentivo às boas práticas ambientais, que é “um desígnio de futuro”, com a criação de um cartão ecoFunchal, que nos resíduos entregues na Estação dos Viveiros, acumula pontos e esses pontos dão descontos na água. “Premiamos o ambiente, damos um benefício aos funchalenses e reduzimos custos para a Câmara”.

O candidato centrista diz que “se os funchalenses tiveram um benefício na devolução do IRS, “foi por proposta do CDS e porque a Câmara não tem maioria e teve que negociar. Há candidatos a prometer agora, mas nos últimos quatro anos nem uma proposta apresentaram”. Defende, nesse contexto, pretende, até 2021, chegar até aos 5% de devolução do IRS”.