Teatro Municipal com nova temporada dinâmica e diversificada

O presidente da Câmara Municipal do Funchal, Paulo Cafôfo, presidiu ontem no Teatro Municipal Baltazar Dias à abertura da temporada artística da vetusta sala de espectáculos madeirense, saudando o recomeço das actividades, após o interregno do mês de Agosto.

“Começamos com força, a qual se deve também às pessoas que fazem com que este projecto de cultura para o Funchal seja possível”, disse o edil. Elogiou, na oportunidade, Raquel Brazão e Sandra Nóbrega, respectivamente do Departamento de Economia e Cultura da CMF e da direcção do Teatro Municipal, e toda a restante equipa.

Cafôfo elogiou a beleza estética do Teatro, mas sublinhou que não faria sentido ter a “casa” mas não ter uma programação que acompanhasse o aspecto do edifício; nesse sentido, salientou a “programação ecléctica e complementar” que será apresentada na próxima temporada, e que incluirá teatro, dança, cinema, conferências. “Toda a expressão artística acontece neste Teatro”, declarou, considerando que se trata de um investimento e não de despesa, pois as actividades culturais “têm sempre retorno”.

No ano passado, disse, “vieram aqui 48 mil pessoas ‘consumir’ cultura”, o que classificou como muito importante, dado que, desde 2014, o número de visitantes do Teatro “aumentou em 25%”. A média de espectadores do Baltazar Dias, garantiu, é superior à média dos teatros nacionais, “o que nos orgulha”. A visão que a CMF tem do investimento na Cultura “é de qualidade e de excelência”.

A manutenção do Teatro, referiu, também tem sido merecedora da atenção da autarquia, inclusive no âmbito da mobilidade, facilitando o acesso a pessoas portadoras de deficiência. Ao nível técnico, o investimento também tem sido uma realidade: “Ainda agora investimos 30 mil euros, para dotar o Teatro de condições para quem produz espectáculos e para quem trabalha cá ter poder fazê-lo em condições”. Cafôfo salientou que a Câmara quis apostar no Teatro para que a sala pudesse receber espectáculos “do melhor que se faz no mundo”. Destacou, por outro lado, a importância de investir nas produções regionais: “Nós acreditamos mesmo que a cultura e as pessoas que a produzem nesta terra merecem essa oportunidade”.

No ano passado, houve 130 co-produções entre o Teatro e os agentes culturais; por outro lado, tem-se tentado apoiar quem possa “ir lá fora” apresentar o seu trabalho, disse o edil, dando como o exemplo o “Madeira Jazz Collective”, que agora participará no “Angra Jazz”.

“Exportar os nossos artistas para outros locais que não o Funchal ou simplesmente a nossa ilha”, salientou Paulo Cafôfo, é um objectivo, com o intuito de dar a conhecer noutros locais o que cá se produz em matéria de criação artística.

O presidente realçou também o apoio que a CMF dá às associações: “Aumentámos o apoio em oito vezes. São subsídios à cultura, aos agentes culturais, e tem um retorno”, destacou. São 122 espectáculos que acontecem na cidade, afirmou, que acontecem fora destas paredes por iniciativa da CMF.


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