Coreia do Norte lançou míssil que sobrevoou o Japão; Conselho de Segurança da ONU vai reunir de emergência

As tensões aumentam no sudeste asiático, com o lançamento de um míssil, hoje, pela Coreia do Norte, que sobrevoou a ilha mais a norte do arquipélago japonês (Hokkaido), acabando por se despenhar no Pacífico.

A acção criou grande desconforto no Japão, onde os habitantes foram aconselhados pelas autoridades a buscar abrigo em caves ou edifícios de concreto, e gerou uma reacção do presidente norte-americano Donald Trump, que considerou que a atitude norte-coreana revela desprezo pelos seus vizinhos.

Por seu turno, diz a BBC, a Coreia do Norte refere que o lançamento do míssil foi uma reacção às manobras que os EUA, Coreia do Sul e Japão estão a realizar na zona, movimentando dezenas de milhar de homens, e que são vistas como uma “preparação para invadir”.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou o lançamento do míssil, salientando que prejudicava a paz e a estabilidade na Ásia, e o Conselho de Segurança das Nações Unidas convocou uma reunião de emergência. A gravidade da situação suscitou também reacções por parte da União Europeia e dos chefes de Estado e governo de múltiplos países.

Quanto à China, considerou que os EUA e a Coreia do Sul também têm culpas no cartório no escalar da tensão na região.

O presidente Trump considerou a propósito deste acto que “todas as opções estão sobre a mesa”, numa nova versão mais suave mas não muito tranquilizadora da retórica belicista com que considerou, há tempos, lançar “fogo e fúria” sobre a Coreia do Norte, caso esta prosseguisse os seus actos provocatórios.

Os cidadãos japoneses temem as consequências deste escalar de tensões e tentam não pensar num possível bombardeamento com mísseis norte-coreanos.