Casa de Chá “O Fio” é a grande atração dos turistas das levadas que disparam fotos no miradouro

 

A Casa de Chá “O Fio” é uma unidade turística aprazível no Caminho do Miradouro, na Ponta do Pargo. FOTOS FN.

(vídeo FN com imagens do Caminho do Miraoudro, junto à Casa de Chá)

No Caminho do Miradouro, na Ponta do Pargo, a Casa de Chá “O Fio” é um empreendimento turístico que atrai centenas de visitantes que procuram a tranquilidade, uma boa refeição e os sabores irresistíveis do chá da casa, fruto de uma miscelânea de ervas que dão fama ao espaço.

Gorete Gouveia é a proprietária do imóvel que o acarinha com desvelo e, por isso, tem sempre turistas e madeirenses como clientela, a maioria dos quais amantes das levadas e do repouso numa unidade que proporciona fantásticas vistas através do miradouro local, mesmo em frente.

Um quadro que emoldura a Casa de Chá, que explica o nome dado “O Fio”, com os habitantes, na década 40, a deixarem a mercadoria no miradouro para ser transportada até aos barcos rumo ao Funchal.

Na década de 40 do ano passado, como o demonstra um dos quadros na parede da Casa de Chá, a população levava a sua mercadoria até ao miradouro que era depois transportada por um fio até à fajã em baixo para transportá-la rumo ao Funchal por via marítima. Outras eras, outros recursos muito limitados, tempos de resistência às agruras de um isolamento da freguesia mais distante do Funchal. Em memória desta tradição, Gorete Gouveia designou o seu estabelecimento de Casa de Chá “O Fio”, conhecido internacionalmente pelos turistas que o conhecem e divulgam a boa comida, a hospitalidade e as vistas.

A empresária, de sorriso e conversa fáceis, mas discreta e sem gosto pelos holofotes, começou por investir num restaurante local, “Sol do Zorro”, mas há 17 anos que apostou na criação da Casa de Chá. Não se arrependeu. Os filhos tiveram outras opções profissionais e a empresária gere com o marido o negócio que tem contado com a franca adesão dos clientes.

Gorete Gouveia é mais uma habitante na Ponta do Pargo que considera“fundamental” a conclusão da via rápida Raposeira-Ponta do Pargo e acredita que o Governo não esquecerá o assunto e já demonstrou boa vontade em responder positivamente aos anseios populares.

Do miradouro, é esta a vista que é oferecida ao forasteiro. Palavras para quê?

Cidadãos de nacionalidade estrangeira, particularmente franceses, russos e alemães são os que mais têm procurado a Casa de Chá “O Fio”, embora também receba muitas visitas de passantes portugueses.

O jardim com as ervas para o típico chá, é outro ícon deste investimento.

Muito prudente na gestão do investimento, Gorete Gouveia aguarda também pelos novos acessos para talvez fazer crescer o seu investimento. Mas gosta de dar passos seguros e devagar. Mesmo junto ao seu prédio, uma vastidão de terrenos perde-se de vista, algumas parcelas também suas, que seriam para a apregoada construção do campo de golfe. Nada avançou nem mesmo as expropriações, ficando os proprietários de terrenos com expetativas defraudadas. Contas de outras histórias de um passado recente que já não faz sentido no presente.

A empresária gosta de olhar o futuro, até porque frente à Casa de Chá está o miradouro e as vistas para a linha do horizonte são infinitas e deslumbrantes. Os clientes deixam-se levar por este cenário idílico, desfrutando de um jardim de ervas aromáticas e do chá da casa com o olhar preso no mar que se perde de vista e um silêncio que cala qualquer desassossego.

As reservas dos clientes sucedem-se para degustar de uma refeição caseira e tranquila.
As vistas proporcionadas noutro lado, junto ao farol, que levam os visitantes a arriscar falésia acima.

Silenciosa e pacata, a Ponta do Pargo cativa os amantes das levadas.
Um cenário bucólico que atrai os visitantes.

 


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