
Há menos de uma década, o assunto saltou para as primeiras páginas dos jornais: a vice-presidência do Governo Regional, por intermédio da Sociedade de Desenvolvimento estava apostada em construir um novo campo de golfe na Ponta do Pargo.
A captação do turismo dito desportivo estava na moda assim como o “boom” das construções no litoral por conta das Sociedades de Desenvolvimento. Também por isso, o Governo Regional anterior acreditava que a Ponta do Pargo seria o paraíso para a implantação de mais um campo de golfe na Madeira, conjugando a beleza do turismo de levadas com a paixão pelo desporto.
A intenção era boa mas o sonho não se concretizou. Ficou, no entanto, a fatura junto dos populares. É que, quem tinha terrenos para fazer negócio com o Governo Regional, por via das expropriações, correu desenfreado a marcar os lotes, a registar nas conservatórias e depois tudo ficou pelo caminho. Como o FN apurou junto de populares no centro da Ponta do Pargo, “Jogaram muito com as emoções das pessoas que acreditaram que poderiam rentabilizar as suas propriedades e nada foi concretizado. Tudo está por aí perdido”.
Uma vastíssima área de terreno, dourada pelo sol e embebida num silêncio sepulcral, adormece abandonada, à espera dos pseudoinvestidores, com mais vontade do que dinheiro em carteira.
De vez em quando, eis que o assunto vem à tona. A população já não vai em cantigas. A esperança em novos investimentos locais é alimentada com o sonho da conclusão da via rápida. Com novos acessos, quem sabe se os investidores se sentirão mais atraídos pela Ponta do Pargo?

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