Consultas e cirurgias “disparam” listas de espera e orçamento da farmácia do SESARAM para 2017 já esgotou

URGENCIAS HOSPITAL NELIO MENDONCA
O SESARAM já esgotou o orçamento do ano previsto para a farmácia.

O Serviço Regional de Saúde vai “de mal a pior”, como diz o povo. Os últimos indicadores conhecidos dão conta de um aumento nas listas de espera, tanto para consultas como para cirurgias, revelando um agravamento relativamente aos dados anteriores, já de si preocupantes, que levaram a um Programa de Recuperação de Cirurgias (PRC), mas que entretanto já terminou por terem esgotado as verbas orçamentadas para esse efeito.

As listas de espera representam motivo de apreensão, primeiro para os utentes, mas também para os médicos, que perspetivam um futuro pouco “saudável” para o setor da Saúde na Região, tantas são as situações que continuam a acontecer e que colocam em causa a prestação de serviço e os cuidados aos utentes. O conceito de “primeiro o utente” tem sofrido alguns atrasos, sendo que um outro dado mostra que, nos próximos meses, a situação pode sofrer novo agravamento, mas aqui já em matéria de medicamentos: o valor orçamentado para a Farmácia do SESARAM, para todo o ano de 2017, já está esgotado.

O presidente do Conselho Médico da Ordem na Madeira reuniu, ontem, com o Conselho de Administração do SESARAM, que como se sabe é liderado por Tomásia Alves, que garantiu à classe médica estarem a ser desenvolvidos todos os esforços para que não se repitam episódios recentes de falta de medicamentos, não obstante ter já esgotado o orçamento previsto para 2017 destinado à farmácia.

Pedro Freitas diz que a resposta de Tomásia Alves “pode dizer tudo ou pode dizer nada”, mas espera que “seja verdadeira e que corresponda, na realidade, ao que se vai passar no futuro com a disponibilidade de fármacos. Claro que faltas pontuais existem em todos os hospitais, não é por aí a nossa preocupação. O que efetivamente queremos é que não se repita a realidade de há tempos, causando constrangimentos que inevitavelmente se repercutem nos utentes”.

O responsável da Ordem na Região alerta, no entanto, para que sejam devidamente salvaguardados os aspetos relacionados com as consequências que o facto de ter esgotado o orçamento pode provocar, na medida em que, “depois do verão, surge a época das gripes, em que o fluxo de utentes é maior e as necessidades de medicação também”.

Relativamente às listas de espera, Pedro Freitas confirma um aumento, sublinhando que “não estamos a debelar um problema, estamos a resolver as situações pontuais. Houve uma tentativa de reorganizar serviços, mas não passou disso, de uma tentativa. As pessoas continuam à espera e segundo informações que tenho, há um agravamento. O Programa de Recuperação terminou porque o orçamento esgotou, podia ter sido utilizado durante o ano mas foi decidido utilizar de forma seguida, pelo que neste momento não existe”.