A saúde na Madeira está doente. Até quando?


  1. Ilustração de JOSÉ ALVES.

Enquanto se multiplicam as mais mirabolantes promessas dos mais variados quadrantes – e ainda aqui vamos, já que ainda estamos em período de pré-campanha eleitoral – o povo madeirense gostava era efectivamente de saber quando é que poderá almejar a ter um sistema de saúde que efectivamente dê resposta às suas necessidades.

Esta é uma das áreas que mais dores de cabeça tem dado ao actual executivo regional. Neste mandato já vamos no terceiro secretário regional com esta pasta. Entretanto, na Assembleia Legislativa da Madeira, a par de outros temas sociais, este é um dos assuntos mais quentes, sempre discutido, sempre debatido, onde constantemente se apontam lacunas e dificuldades. A saúde na Madeira está doente. O utente tem a noção da dimensão do problema, apesar das palavras apaziguadoras de Pedro Ramos. Os profissionais de saúde também têm, e inclusive lá de tempos a tempos deixam escapar um lamento, uma denúncia. O que é certo é que urge uma estratégia para insuflar novo fôlego no sistema regional de saúde, capaz de enfrentar os múltiplos lobbies do sector, e que não se fique pela rotação de pessoas em cargos de responsabilidade, que são promovidas ou sacrificadas conforme dá mais jeito.

Para quando uma luz ao fundo do túnel nas múltiplas dificuldades da saúde na Madeira, inclusive a mental? Isto é o que se interroga o eleitor médio, confrontado com promessas de polidesportivos, de pólos do conhecimento e empreendedorismo ou milagres de reabilitação urbana. Haverá quem cuide de nós, ou dos nossos familiares, quando adoecermos? É que não somos todos como aqueles senhores com contas bancárias bem recheadas, que podem ir tratar-se à Grã-Bretanha ou aos EUA.