Caça: final do Campeonato Nacional de Santo Huberto disputada na Madeira

Nos próximos dias 22 e 23 do corrente mês decorrerá, pela primeira vez na Madeira, a final do Campeonato Nacional de Santo Huberto, com apoio da Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais. Nesta prova participarão 24 concorrentes, previamente seleccionados, oriundos de todo o território nacional, que, nas competições que decorrerão no Paul da Serra, serão distribuídos por três séries, de onde sairá o campeão e vice-campeão nacional, que representarão Portugal na fase final do Campeonato do Mundo da modalidade, que se irá realizar no mês de Outubro em França.

“As provas de St.º Huberto surgem da necessidade de passar para a vertente desportiva a caça e fomentar o espírito cinegético. Estas provas de são uma competição desportiva que visa a promoção e valorização do espírito desportivo do caçador, as qualidades naturais e de ensino do cão, bem como a correcta formação cinegética, tendo por base os aspectos cinófilos, legais, técnicos e cívicos no total respeito pela natureza e toda a sua envolvência”, refere uma nota da SRA.

Para a realização desta prova, o Instituto das Florestas e Conservação da Natureza (IFCN, IP-RAM) celebrou um protocolo de cooperação com a Associação de Tiro e Caça de São Vicente, no valor de 5000 euros, com o propósito desta associação co-organizar, conjuntamente com a Federação Portuguesa de Caça (FENCAÇA) este evento.

O IFCN, IP-RAM disponibilizará também as perdizes necessárias para a realização desta final nacional, três campos de treino de caça provisórios, no Perímetro Florestal do Paul da Serra e a Casa de Abrigo da Bica da Cana, que servirá de apoio para toda a logística que uma prova desta dimensão acarreta.

No dia 21 de Julho, pelas 20 horas, realizar-se-á a cerimónia de abertura, no Centro de Formação Agrária de São Vicente, com a presença dos “atletas”, juízes e entidades oficiais, seguindo-se um jantar de convívio nas instalações da Associação de Tiro e Caça de São Vicente.

“Esta é uma modalidade acarinhada pela maioria dos caçadores por sintetizar uma jornada de caça durante o tempo de prova, aliada ao trabalho e ensino dos cães, para além de ser uma forma de manter os caçadores activos durante a época do defeso”, refere a SRA.