‘Funchal Forte’ critica situação dos bairros sociais, quer da CMF, quer do governo

O ex-vereador da Câmara Municipal do Funchal, Edgar Silva, foi hoje o porta-voz de uma iniciativa realizada pela designada “Coligação Funchal Forte”, no sítio das Romeiras, em Santo António.

Após uma visita a vários bairros sociais, a cargo da empresa municipal Sociohabita Funchal, e a outros a cargo da IHM, e que dividem alguma áreas próximas, mas que disputam uma “arena política de cores diferentes”, Edgar Silva encontrou, em comum, “indícios de um modelo que apostou na segregação social e na exclusão, e inclusive potenciou a desintegração destes bairros, dos outros que constituem o Parque Habitacional da cidade; alguns até distam de empreendimentos privados a escassas centenas de metros: apostou-se nos guetos e na fidelização política das suas gentes”, considerou. Para o orador, “se estivermos atentos, o valor do Parque Habitacional privado da cidade, é muito superior ao valor dos fogos que constituem o parque habitacional social, do município inclusive, mesmo daqueles que distam entre si alguns metros, o que torna a SHF uma empresa – sem qualquer valor patrimonial – pois o objectivo nunca foi a sustentabilidade e a garantia constitucional de cada cidadão ter a sua habitação própria”.

O candidato da ‘Funchal Forte entende que urge “colocar um ponto final nesta realidade, acabar com estas arenas políticas onde o cidadão é atirado, onde os seus intervenientes, só são considerados e falados, em épocas de disputa eleitoral”.

Para os partidos que constituem a coligação, a realidade actual dos bairros sociais, os do município, e os a cargo do GR, é negra e preocupante: estão “extremamente degradados, alguns inclusive, impossíveis de recuperar”.

No município, nestes últimos quatro anos de coligação Mudança, o número de inscrições aumentou 16%, sendo que são mais de 3600 em lista de espera; no entanto, estas listas carecem de uma profunda revisão, inclusive de um reposicionamento face à aplicação de uma grelha de classificação que acima de tudo, respeite a equidade e a realidade socioeconómica das famílias, inclusive, que considere situações de dependências resultantes de situações de morbilidade, destacou.

Nestes últimos quatro anos, afirmou Edgar Silva, nada mudou e o modus operandi da empresa municipal manteve os mesmos padrões e vícios dos seus antecessores, não apostando nem na maior responsabilização das pessoas, nem no garantir a um leque maior de cidadãos a possibilidade de se tornarem proprietários”.

O ‘Funchal Forte, “pretende intervir (…) para assim criar um modelo de apoio à habitação social e promover a reabilitação urbana.