O que diz José Prada sobre a construção do novo Savoy!

Foto da publicação de José Prada!

O deputado do PSD-M na Assembleia Regional, José Prada voltou hoje ao tema Savoy.

Eis o que diz o deputado:

“Não era minha intenção voltar ao tema, mas o facto da C.M.F. em clara violação da lei, não me ter respondido ao requerimento que apresentei em 15 de Maio passado, solicitando que me fossem disponibilizadas cópias dos projetos de alterações apresentados pelo promotor na C.M.F. e das decisões sobre os mesmos tomadas pela autarquia, obriga-me a fazê-lo.Vá lá que, conforme escrevinhei no texto anterior, à cautela, esperei sentado. Mas, fartei-me de esperar.

Impõe-se a questão: será que C.M.F. esconde algo?

Quando toda a verdade vier à tona, chegar-se-á à inevitável conclusão que as parangonas do Diário de Notícias da Madeira, de 5 de Março de 2017, “Savoy deixa livres 5 mil m2 e triplica a área de jardins”, apenas serviram sendo simpático, para “embelezar a coisa”.

Contou-se o que se quis, esqueceu-se, propositadamente, o que se temeu mostrar.

É que, ao que me transmitiram, no requerimento apresentado, por alturas da dita “notícia”, pelo promotor na C.M.F., para alterações no projeto do Savoy, prorrogado pela C.M.F. de Cafôfo em final de 2015, mais importante que as referências a jardins, pedem-se os seguintes (nada despiciendos) aumentos:

– Número de quartos de 410 para 548!
– Número de camas de 828 para 1.104!
– Área total de construção (contabilizada para efeitos de índice de construção) de 59.348m2 para 64,697m2!
– Área de implantação de 18.117m2 para 18.280m2!

Já não bastavam os 14 pisos acima da Avenida do Infante e outros 5 pisos abaixo dessa avenida!

Já não bastava uma altura de fachada de mais de 52 metros acima da Avenida do Infante!

Já não bastava uma área de construção total que ultrapassa os 140.000m2 (leu bem, 140.000m2!), num terreno de apenas 27.000m2!

Que ainda se vai aumentar:

– a área de construção em mais 5.350m2 (área de construção para efeitos de índice, porque se considerarmos área bruta de construção, o incremento é ainda maior)!
– a área de implantação em mais 100m2!
– mais 138 quartos!
– mais 276 camas!

Conforme escrevi no texto anterior, até compreendo bem o promotor. Agora, já não compreendo e não posso aceitar é que a C.M.F. nada diga e informe sobre isto …

E não posso aceitar, sobretudo, quando a C.M.F. de Cafôfo teve, ao contrário do que este afiançou, em 2015, conforme provei na parte I deste artigo e ninguém desmentiu, a “faca e o queijo” na mão para poder obrigar o promotor a reduzir a volumetria do edifício aprovado inicialmente em 2009.

Não posso aceitar, também que a actual C.M.F. se prepare para aprovar este aumento de área de construção, de área de implantação, de quartos e de camas, assim como “quem não quer a coisa”, “passando entre os pingos da chuva sem se molhar”.

Ou será que já aprovou? É que a obra cresce em bom ritmo. A C.M.F., se não decidiu, vai decidir, que remédio, favoravelmente sobre facto consumado.

Alguém vê esta C.M.F. de Cafôfo não deferir o pedido ou tão somente ordenar uma fiscalização da obra e perante uma eventual construção não autorizada, ordenar, como manda a lei, o promotor a parar a obra?

Aliás, dizem-me fontes bem informadas até que o Savoy afinal não vai ter 548 quartos mas sim, pelo menos, 575 quartos. Será que a CMF se prepara para aprovar, de uma só vez, duas alterações ao projeto inicial?

E, por fim e por maioria de razão, não posso aceitar que a C.M.F. autorize isto e tenha o desplante de através do seu órgão oficioso de campanha, vir apenas a “noticiar” que terá mais área ajardinada.

Será que Cafôfo, como fez em relação à prorrogação da licença de construção de final de 2015, da sua inteira lavra e responsabilidade, conforme provei na parte I, virá a assobiar para o lado e proclamar “eu até não queria, mas tive de aprovar este aumento de volumetria”, lavando como Pilatos as suas mãos.

Depois deste artigo, estou certo que poderei levantar-me do sofá, cansado de esperar, porque finalmente a C.M.F., fazendo fé no seu novo moto da “Confiança”, irá entregar-me o que legalmente há muito requeri e me é devido.

Se não fosse assunto sério, dava vontade de rir!”