Rui Barreto alerta para necessidades da freguesia do Monte

O candidato do CDS-PP à CMF, Rui Barreto, na companhia do candidato à Junta de Freguesia do Monte pelo Movimento “Somos Todos Monte”, Pedro Pereira, e dos candidatos às Juntas de Freguesia de Santa Luzia, Ricardo Fonseca, e São Gonçalo, António Jorge Pinto, disse hoje, no Caminho dos Tornos estar ali por imperativo de consciência e um apelo que lhe foi dirigido por alguns moradores, que dizem ter as suas vidas infernizadas desde há um ano.

“Estou aqui porque se impõe que eu esteja com estas pessoas e não por gosto”, começou por salientar, considerando “inadmissível” que várias famílias estejam impossibilitadas de utilizar os transportes públicos ou mesmo o seu próprio automóvel porque um troço da estrada está encerrado há cerca de um ano devido à queda de um pedregulho e ameaça de outros deslizarem escarpa abaixo, conforme reza um comunicado dos centristas.

O pesadelo das populações começou com os incêndios de Agosto de 2016, seguiu-se a queda de pedras das escarpas escalvadas, e desde então os moradores vivem em sobressalto e sem poderem utilizar transportes públicos ou o carro próprio.

“O senhor presidente da Câmara não é presidente só das freguesias do centro, o Funchal vai do mar à serra e tem dez freguesias, tem zonas altas”, disse o candidato do CDS-PP, desafiando Paulo Cafôfo a explicar porque razão ainda não mandou os serviços removerem a pedra e não utiliza verbas do programa POSEUR (aliás há um cartaz afixado na parede do Caminho do Tornos) para consolidar as escarpas e devolver qualidade de vida aos moradores. “O mais grave é que a estrada está fechada e permite-se que as pessoas permaneçam nas suas casas.”.

Os problemas são muitos, disse Rui Barreto. E são os próprios moradores que fazem questão de os mostrar ao candidato do CDS-PP, garantem os responsáveis daquele partido. Alguns metros acima da escarpa perigosa, onde já é possível a circulação automóvel, é o mato que invade a faixa de rodagem. “Anda a CMF a distribuir kits e a fazer acções sobre como proteger pessoas e bens, mas chegamos aqui e vemos que nem a limpeza das estradas é feita, e isso é trabalho da Câmara”, sublinha Rui Barreto, insistindo que as zonas altas e o Caminho dos Tornos “também são Funchal”.