Cafôfo defende “importância histórica da pastorícia”

O edil funchalense esteve ontem no Terreiro do Freixo, nas imediações do Pico do Areeiro, para participar nas Tosquias 2017, uma organização da Associação de Pastores das Serras de Sto. António, São Roque e Areeiro, que contou com o apoio da Câmara Municipal do Funchal.

Paulo Cafôfo sublinhou, na ocasião, “a importância de reavivar tradições do concelho tão antigas como esta, que dizem muito daquela que é a nossa memória e a nossa identidade, e que devemos valorizar”, registando “a bonita demonstração da vivência do nosso povo, que reúne neste convívio tanta gente de todas as idades e que é um prazer poder partilhar.”

O presidente da Câmara considerou “que o Funchal não se pode esquecer da importância histórica da pastorícia como actividade económica no concelho, a que se soma a mais-valia de podermos consumir carne regional que conhecemos e na qual podemos confiar”, e acrescentou que “se as Tosquias são hoje um testemunho da memória colectiva, já foram uma mostra significativa para os nossos produtores ao longo dos tempos e se calhar podem voltar a ser.”

A reabilitação do pastoreio foi um dos temas do dia e Paulo Cafôfo assumiu que “discutir a pastorícia ordenada é e deve continuar a ser um assunto do interesse de todos. Este não é um regresso ao passado. Evidentemente que, hoje em dia, ninguém defende o gado na serra como estava antigamente. A discussão que propomos é a de um pastoreio planeado, organizado e orientado e, da parte da Câmara Municipal, o Funchal pode sempre contar com a vontade para discutir as melhores soluções, venham elas de onde vierem. Este é mais um exemplo disso mesmo”, frisou.