Formação com Pedro Lamares no âmbito do Festival Raízes do Atlântico

No âmbito do Festival Raízes do Atlântico, Pedro Lamares inicia amanhã uma formação gratuita no âmbito da “Aldeia do Atlântico”. Sábado realizará uma palestra.

A edição de 2017 deste festival começa já amanhã com a primeira actividade no âmbito da denominada Aldeia do Atlântico, uma iniciativa paralela e integrada no Festival que aposta numa vertente educativa inserida nas temáticas das músicas do mundo e do património imaterial. As acções organizadas pela Direcção Regional da Cultura no âmbito desta Aldeia do Atlântico decorrem no Conservatório Escola Profissional das Artes da Madeira e na Associação Musical e Cultural Xarabanda, parceiros do Raízes do Atlântico.

A primeira acção decorre entre amanhã e sexta (das 15 às 18 horas), na Associação Xarabanda (Travessa das Capuchinhas nº 4, Funchal) e tem carácter formativo, contando com Pedro Lamares. É dedicada ao tema “A Música e a Palavra”. A entrada é livre.

Com este workshop pretende-se estabelecer uma relação entre a palavra dita com a música e explorar a delicada relação entre a palavra e a música, refere a SRETC.

“A união da palavra e da música é intemporal e transversal a todas as culturas e a quase todos os géneros e correntes estéticas, tanto da tradição erudita como popular, surgindo também em várias obras puramente instrumentais por via da inspiração literária não sendo, naturalmente, excepção no contexto das músicas do mundo. Nesta acção, o formador procurará explorar o papel de diferentes autores na música, com particular destaque para a poesia, para o ritmo e a oralidade e para a palavra cantada e falada”.

Sobre esta iniciativa, Pedro Lamares escreveu: “A música e a palavra – território líquido. Um encontro antigo, tantas vezes feliz, sempre delicado. Para além da musicalidade inerente à palavra, a escrita poética sempre se prestou a servir a música. Bem como a música se presta, tantas vezes, ao lugar de paisagem sonora para um poema dito. No primeiro caso, a letra da canção, quando retirada da melodia, nem sempre resulta num grande poema. No segundo, interessa pensar a música como segunda voz, ferramenta de diálogo não secundarizada para o plano de mero acompanhamento do poema. Vamos dedicar-nos à exploração do texto das canções enquanto objecto literário dizível, bem como ao delicado diálogo do poema com a música.”

O workshop tem como público-alvo pessoas com interesse e/ou formação na palavra dita, literatura, música, teatro e educação, onde se inclui alunos das artes do espectáculo, animadores culturais, professores, formadores e técnicos de biblioteca. As inscrições deverão ser feitas através do endereço formaçãocultural.drc@gmail.com .

Pedro Lamares realizará também uma palestra intitulada “A música e a palavra – território líquido”, no próximo sábado, dia 17 de Junho, a partir das 17 horas, no auditório da Casa Museu Frederico de Freitas. Nesta palestra com entrada livre, Lamares propõe-se reflectir sobre as múltiplas relações existentes entre a música e a palavra.

Pedro Lamares nasceu em 1979. Estudou teatro na Academia Contemporânea do Espetáculo (Porto). No teatro, Integrou o elenco de peças de mais de uma dezena de autores. No cinema, participou em vários filmes com realizadores como Vítor Gonçalves, Joaquim Leitão, António Pedro Vasconcelos, entre outros. Desempenhou o papel de Fernando Pessoa em O Filme do Desassossego, de João Botelho.

Na Televisão (RTP2) faz o programa Literatura Aqui e apresenta as galas da SPA com Mafalda Arnauth. Integrou o elenco de seis telenovelas em Portugal (TVI) e uma no Brasil (BANDEIRANTES E RTP1). Participou em séries da RTP1 e da SIC.

Na Poesia, dedica-se à conceção e leitura em recitais, ciclos literários e festivais, tendo sido leitor regular nas Quintas de Leitura, Poesia à Mesa, Centro Cultural de Belém e Casa Fernando Pessoa, onde, com Eunice Muñoz, criou as leituras encenadas Pessoa em Diálogo. Participou em mais de uma dezena de festivais literários.

Dirige espectáculos de teatro, música e poesia. Criou e interpretou espectáculos como O Fraseador e Jacarandá (com a Harpista Ana Isabel Dias).

É professor em escolas de teatro. Dirigiu dois grupos juvenis de teatro. É formador na área da comunicação.