Coligação Funchal Forte quer que antigo matadouro seja “uma espécie de Atrium social do Funchal”

A Coligação ‘Funchal Forte esteve hoje nas antigas instalações do matadouro municipal, para, pela voz do ex-vereador da Câmara Municipal do Funchal, Edgar Silva, levar a cabo uma denúncia do estado de abandono do edifício e dos jardins, que se encontram tomados pelo mato. A coligação apresentou ainda novas ideias para o espaço, “já que Paulo Cafôfo não cumpriu nada daquilo que prometeu fazer em 2013, o que prova que a actual gestão cafofiana tem escondido a sua incompetência e a sua inacção por detrás de uma máquina de propaganda bem paga pelos dinheiros dos munícipes”, criticam os candidatos num comunicado.

“O nosso objectivo é terminar o trabalho que estávamos aqui a fazer inicialmente, e que foi subitamente interrompido pelo Prof. Paulo Cafôfo quando nos expulsou da Câmara. Já tínhamos recuperado uma ala do edifício, onde instalámos a actual oficina solidária. Depois disso, nunca mais ninguém se importou com estas magnificas instalações”, desabafou Edgar Silva.

A Coligação Funchal Forte salienta o seu desejo de reabilitar o edifício, e de nele “centralizar a logística global e o planeamento estratégico na assistência ao social e à saúde de todos os nossos munícipes”. Será, diz Edgar Silva, “uma espécie de Atrium Social do Funchal, onde todos os programas sociais do município serão geridos em rede e serão implementados a partir daqui”.

Também adiantou que “os actuais programas serão objecto de uma revisão alargada, e não há local melhor para instalar essa rede social que este espaço. Vamos implementar um regulamento autónomo para estas políticas, no sentido de dar maior sustentabilidade às economias familiares e servir os mais carenciados sem nunca esquecer os cidadãos que contribuem com os seus impostos para o orçamento municipal.”

O orador referiu ainda que “serão assim fortemente monitorizadas as IPSS que connosco colaboram; algumas farão parte do núcleo executivo no Atrium Social do Funchal de acordo e sem se ferir a Lei nacional que regula a implementação das redes sociais municipais… serão também monitorizados com um acompanhamento de proximidade individualizado as famílias e as pessoas objecto de assistência social e/ou de saúde em programas desenvolvidos e implementados pelo município”.

A finalizar a intervenção, Edgar Silva assegurou que o ‘Funchal Forte’ dará a este “emblemático edifício um futuro e uma marca ao serviço da cidade e dos seus cidadãos, onde a sustentabilidade será uma exigência, e o rigor, um dogma… na aplicação dos dinheiros públicos”.