Carlos Rodrigues contra-ataca partidos “oportunistas”, o PCP e o BE

Fotos Rui Marote

Rui Gonçalves foi-se esquivando, esta manhã, dos ataques dos partidos da oposição face à situação económica da Região, mas coube ao social-democrata Carlos Rodrigues o efectivo contra-ataque. O deputado, conhecido pela desenvoltura das suas intervenções, não poupou o dirigente comunista Edgar Silva por ter criticado os juros penosos a que a Região está sujeita actualmente. Edgar Silva insistira na acusação de agiotagem por parte do Estado, fulminando os “juros inaceitáveis” do Estado português sobre a RAM. “Paga-se mais ao Estado português do que exigiam os credores internacionais”, disse. O comunista criticou o facto de os 1500 milhões de euros emprestados pelo estado terem empurrado os madeirenses para uma espiral de sofrimento.

Cada madeirense, homem,  mulher,  velho ou criança, tem de pagar mais de oito mil euros cada um, para liquidar a dívida. Uma dívida,  considerou,  que lhes é imposta pela governação desastrada no passado, e que penaliza os madeirenses triplamente.

O PCP exigiu, pois,  a renegociação da dívida.

Mas Carlos Rodrigues contrapôs que o PCP e o BE são partidos “parasitários e oportunistas”, pois, para as boas notícias,  “estão lá”, e tudo o que é feito de  positivo pelo governo da República é por influência deles; já tudo o que não é positivo,  é ónus do PS. Rodrigues questionou se o Governo da República não é suportado pelo Bloco e pelos comunistas,  e se estes não são,  consequentemente,  cúmplices na tal criticada “agiotagem”.

A argumentação seria contrariada por José Manuel Coelho,  do PTP, que diria que o deputado do PSD se esquecera propositadamente de que os juros que a Madeira paga hoje ao continente resulta de acordos feitos pelo governo social-democrata de Passos Coelho, com o igualmente social-democrata governo da Madeira.

Mas Carlos Rodrigues insistiria em que o que  tanto dói à oposição é que haja tantos partidários de outros sectores e partidos,  inclusive do PS, que reconhecem a recuperação económica da RAM. “Este governo tem recebido elogios de todos os quadrantes políticos”, asseverou.

Quanto a Edgar Silva,  tem “um problema de ambivalência” e é “cúmplice no roubo que esta a ser feito à Madeira”.