SRETC saliuenta crescimento do turismo da Madeira “contrariando tendência nacional”

 

A Secretaria Regional da Economia, Turismo e Cultura emitiu um comunicado no qual refere que, contrariando a tendência nacional que, no passado mês de Março, mostra abrandamentos a vários níveis, o turismo na Região cresceu face ao período homólogo de 2016 e supera a média nacional, nos vários indicadores de produção, conforme revelam os dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

“Se no caso das dormidas, a Região regista, neste mês, um crescimento de 3,1% em termos homólogos, quando a média nacional é negativa em 0,2%, os resultados regionais destacam-se, também, pela positiva, no todo do país, na taxa de ocupação (+3,8 pp contra -1,6 pp), no rendimento por quarto (+11,5% contra +6,4%), nos proveitos totais (+10,8% contra +9,9%) e nos proveitos de aposento (+9,9% contra +8,6%)”, refere a Secretaria de Eduardo Jesus.

No passado mês de Março e, comparativamente ao restante território nacional, a Madeira liderou na taxa de ocupação, com 69,3% (quase o dobro da média nacional situada nos 39,8% e apenas seguida de perto pela região de Lisboa, com 53,9%) e – pese embora a redução homologa –, na estada média, com 4,9 noites (quase o dobro da média nacional, fixada nas 2,6 noites), tendo, ainda, registado o segundo rendimento por quarto mais elevado do país, na ordem dos 49,1 euros, apenas ultrapassado por Lisboa, que surge 54,1 euros. De referir que, neste último indicador, a Região cresceu 11,5%, face ao mês de Março de 2016.

Já no que diz respeito ao acumulado dos primeiros três meses de 2017 e segundo as primeiras estimativas avançadas pela Direcção Regional de Estatística, o destino Madeira cresceu nos seus vários indicadores de produção, nomeadamente nos hóspedes (+9,6%), nas dormidas (+4,5%), na taxa de ocupação (+3,4 pp) e no Rendimento por quarto (+10,6%). Nos proveitos, o crescimento verificado rondou, quer nos totais quer nos de aposento, os 9%.

Em termos absolutos, a Região registou, neste período, a entrada de 289.303 hóspedes, os quais originaram 1.524.277 dormidas na hotelaria regional, com uma taxa de ocupação de 62,1% e com um rendimento por quarto de 41,84 euros.«

«Estes crescimentos representam um bom prenúncio para o sector e são ainda mais importantes quando se comparam com aquele que foi o melhor ano de sempre para o nosso destino», sublinha Eduardo Jesus, para quem toda esta performance positiva deriva, directamente, «do esforço conjunto e continuado que tem vindo a ser desenvolvido a favor da progressiva afirmação do destino, nos mercados, numa intervenção que tem ganho uma outra dinâmica, atratividade e proximidade ao cliente final».

Eduardo Jesus sublinha «a importância estratégica de trabalhar por uma procura sustentada, ao longo de todo o ano», precisamente quando, a nível nacional, o INE justifica as recessões verificadas como resultantes da Páscoa ter ocorrido, este ano, em Abril e não no mês de Março, conforme habitualmente.