Escola de Santana pretende produzir papel biológico

No âmbito da 14.ª edição do Concurso “Ciência Na Escola”, promovido pela Fundação Ilídio Pinho, os alunos das turmas 1 e 2 do 11.º ano da Escola B+S Bispo D. Manuel Ferreira Cabral estão a desenvolver um projecto intitulado “O papel da bananeira e da cana-de-açúcar na preservação do meio ambiente”, em colaboração com os Clubes de Ciências e Eco-Escolas, o qual tem como objectivo produzir papel a partir de resíduos de pseudocaule de bananeira e de bagaço da cana-de-açúcar.

A escola está localizada na Reserva da Biosfera de Santana, e próxima da Floresta Laurissilva, Património Natural da Humanidade; atendendo a que a maioria do papel produzido actualmente tem origem em monoculturas, tais como o pinheiro e eucalipto, pretende-se com este projecto demonstrar que é possível utilizar os desperdícios de recursos biológicos muito abundantes na ilha, na produção de um papel biológico e 100% madeirense, sensibilizando-se toda a comunidade educativa e população em geral para os problemas ambientais inerentes à produção de papel convencional, uma das actividades mais insustentáveis do planeta, refere nota de imprensa.

A metodologia utilizada é simples e económica, o seu desenvolvimento irá promover a educação ambiental, através da integração de saberes de várias disciplinas. O papel obtido ostentará o símbolo da Reserva da Biosfera de Santana e permitirá a diminuição dos gastos escolares com este recurso, para além de poder constituir uma fonte de rendimento, uma vez que serão elaboradas embalagens para transportar produtos regionais, para além de outros artigos de artesanato que futuramente se encontrarão à venda nas Casinhas de colmo de Santana, afirma-se.

Para a concretização deste projecto, a Escola conta com a colaboração de diversos parceiros institucionais, nomeadamente: Engenho da cana-açúcar do Norte; Sr. João Vieira produtor de bananeiras em modo biológico; Empresa GESBA; ARM; Câmara Municipal de Santana; Instituto de Florestas e Conservação da Natureza; Direcção Regional da Agricultura e Universidade da Madeira, através da colaboração de Nereida Cordeiro e de João Batista.

Estes alunos têm divulgado este projecto a nível regional e internacional, abrindo mentes a uma nova realidade, para que no futuro, outras escolas e instituições se possam associar, desenvolvendo esta prática em prol da sustentabilidade, e quem sabe poderá até surgir uma empresa na Madeira que aproveite a essência deste projecto, conclui o comunicado.