Susana Prada foi “colocar água na fervura” para acalmar o povo sobre o Túnel do Espigão

susana prada
Susana Prada foi à Ribeira Brava reforçar a argumentação sobre a construção do Túnel do Espigão.

A obra do Túnel do Espigão, na Ribeira Brava, da responsabilidade da ARM (Águas e Resíduos da Madeira), não está a ser nada pacífica. A população está descontente e tem manifestado isso mesmo, particularmente nos últimos dias, onde têm acontecido várias reuniões tendentes a acalmar os ânimos. Os ânimos exaltaram-se numa das reuniões e foi preciso um “ponto de ordem”. O povo não está contra o túnel mas sim contra a estruturação da obra.

A situação chegou a tal ponto de tensão que hoje, por parte da secretaria regional do Ambiente e Recursos Naturais, houve uma mobilização de meios para que o encontro desta quarta-feira não falhasse na argumentação face aos moradores. Por isso, a presença dos “pesos pesados” daquela secretaria não foi de estranhar, incluindo a própria secretária regional Susana Prada. Num outro patamar, estiveram também presentes os principais candidatos às eleições autárquicas de outubro, um deles o atual presidente da Câmara.

O movimento “Juntos Pelo Povo”, que dá corpo à candidatura autárquica de Luís Drumond, um ex-PSD que se afirma ao lado da população, embora esta não pretenda a partidarização das reivindicações, mas tão somente a explanação de uma realidade que, em sua opinião, poderia ter outra solução, considera que a obra deveria ser repensada para evitar custos e ter uma configuração mais lógica.

Num documento elaborado para este efeito, Luís Drumond diz que “a ARM quer construir um túnel denominado do Espigão, ligando a Serra de Água na Ameixieira e a Ribeira Brava, com saídas no Espigão na Ribeira da Varando e mais à frente, e também mais polémica, uma 2ª saída na Eira do Mourão”, defendendo uma solução que passe por uma única saída no Espigão, mais lógica e mais barata. Diz mesmo que seria “uma solução sem impactos negativos na comunidade (casas, fontes e agricultura), com túnel menos extenso, de custo económico mais baixo e salvaguardando todos os 4 critérios de fundamento da obra na plenitude”.

Para o JPP “o Governo Regional através da ARM, insiste em criar uma frente de conflito sem fundamentação plausível”, lembrando, no contexto do processo, o abaixo assinado da população, que teve como resposta uma proposta de compensação “formulando garantias de reposição gratuita dá água afetada nas fontes abaixo da cota da levada do norte, propondo-se para tal a construir um reservatório extra de 50 000 litros. Esquecendo ou ignorando as fontes e terrenos acima da cota da levada que eventualmente viessem a sr afectados”.

Em maio, realizaram-se três reuniões, na Fajã da Ribeira, Espigão e Eira do Mourão, tendo como argumento a fundamentação da proposta junto da população

A obra está avaliada em 14 milhões de euros e decorre neste momento o concurso público.