SRETC volta a atirar as culpas do “peditório” para cima da CMF

Na sequência da questão do peditório a Secretaria da Economia, Turismo e Cultura respondeu à CMF acusando-a de “usar e abusar da sua demagogia” e de ignorar as atribuições que lhe estão legalmente acometidas.

A Secretaria de Eduardo Jesus afirma que “a autorização que foi dada pela Presidência do Governo Regional da Madeira à Associação Recolha Solidária diz respeito a um peditório de rua e não à venda ambulante de flores de pano, como se tem verificado”.  Logo, entende a SRETC, “tratando-se de uma venda que é ilegal, porque não autorizada, e em vez de assumir as responsabilidades que lhe competem na fiscalização desta actividade, dado que a mesma ocupa a via pública, a autarquia do Funchal procura lançar a confusão, no estilo que já lhe é habitual, tentando, com isso, demitir-se, mais uma vez, das funções de que se encontra incumbida, numa postura autista e meramente populista que, a bem da verdade, em nada abona a favor da resolução do problema nem, muito menos, a favor da imagem do nosso destino”, acusa.

A Secretaria Regional da Economia, Turismo e Cultura volta a insistir na sua posição, mantendo que é à CMFque cabe intervir, do ponto de vista da acção fiscalizadora. “Foi nessa lógica que procurou alertar e sensibilizar o Município, partindo do principio que o mesmo estaria interessado e disposto a actuar e resolver o problema, em vez de simplesmente utiliza-lo a seu favor. É difícil perceber que uma autarquia que se diz sensível à importância do turismo no concelho prefira sacudir as culpas, em vez de agir em conformidade”, refere.

A SRETC lamenta que, numa altura em que a Região celebra a Flor, com espécies naturais a marcar e a exaltar a sua beleza e autenticidade, exista este tipo de situações, “as quais, não respeitando a boa-fé e o principio com que foram autorizadas, prejudicam, em muito, a imagem do destino, pela qual cabe, a todos, em função dos diferentes papeis e responsabilidades acometidas, zelar”.


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