Crónica Urbana: Fato à medida

Rui Marote

Inexatidão: falta de exactidão; em que há erro; sem precisão; desajuste.
Significado encontrado facilmente no dicionário on line. E palavra encontrada no quarto parágrafo de uma declaração justificativa e publicada no JORAM. Trata-se de uma portaria que prevê apoios anuais públicos até 300 mil euros e que estabelecia um calendário inicial ate final de Março para que os órgãos de comunicação social privados (sobretudo os escritos e impressos) possam concorrer. Talvez possamos enquadrar essa justificação “em que há erro”, sendo o prazo dilatado até 30 de Junho.
A Secretaria de Sérgio Marques fez este arranjinho para beneficiar o JM que esteve em curso até 29 de Março. As secretarias Regionais dos Assuntos Parlamentares e Europeus e das Finanças e da Administração Publica dilataram o prazo de candidatura ate 30 de Maio.
Não esqueçamos que o JM foi vendido por 10.000 euros. Nos bastidores os compradores tiveram a “promessa” que iriam beneficiar do programa MEDIARAM.
O que perguntamos, é e os outros? Não são também filhos de Deus? Ou são-no de um Deus menor? Em Novembro de 2016 o Diário de Noticias beneficiou desse apoio e recebeu 300… Não, não se trata do numero telefónico do Trapiche, bem conhecido dos madeirenses, mas sim de 300 mil euros.
Tenho direito a sentir-me indignado. Basta. Chega. Como diz o brasileiro, “tenho o saco cheio”. É com irritação que faço chegar o meu clamor ao secretário Sérgio Marques, que tem o pelouro da comunicação social, para que esclareça os motivos das suas extravagantes preferências.

Não podemos fazer concessões em relação à verdade. Isto é um fato à medida, uma atitude do género “uma mão lava a outra”. Os partidos na Assembleia aprovaram este MEDIARAM e o Governo vai serpenteando a portaria. Até quando ?

Resta-me a canção do Sebastião come tudo… com ligeiros arranjos.

Sebastião come tudo tudo tudo
Sebastião come tudo sem colher
Sebastião fica todo barrigudo
e depois dá pancada no Governo.

Quem quiser, que entenda…