A Coordenação das Atividades de Complemento e Enriquecimento Curricular da Escola Secundária Jaime Moniz levará a efeito uma Conferência subordinada ao tema “VAMOS CUIDAR A MÃE NATUREZA COMO CUIDAMOS O NOSSO TELEMÓVEL”, a qual terá como Preletor João Baptista Pereira Silva, Investigador Centro GEOBIOTEC, FCT, Universidade de Aveiro e Representante da Progeo Portugal – Associação Europeia para a Conservação do Património Ecológico.
Esta Conferência integra-se no Plano de Atividades agendadas para o ano em curso no âmbito da referida Coordenação e será levada a efeito no dia 8 de maio, pelas 09h45, na sala 215, sendo o público destinatário alunos/as dos vários níveis escolaridade e áreas/cursos da ESJM, pelo que é aberto a todos os elementos da Comunidade Educativa.
Numa nota informativa, a dinamizadora do evento, Vanda Martins, enquadra-o nestes termos: “A Organização das Nações Unidas, (ONU), declarou 2017, como o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento. Muito embora seja esta uma oportunidade única para repensar a ideia de sustentabilidade integrada de todo o Planeta, o alerta e o compromisso que Papa Francisco endereça a todos os “habitantes do mundo”, deve ser tomado como uma proposta e um desafio com sérias implicações, sobretudo no que toca à Responsabilidade rumo a uma Ecologia Integral. Se o verdadeiro ‘poder’ implica ‘serviço’ prestado em humildade, não devemos nem podemos descurar a oportunidade que constitui tal apelo à partilha de contributos, quaisquer que sejam as áreas de especialidade e de atividade. Na realidade, como adverte Papa Francisco, na sua encíclica Laudato Si, o progresso tecnológico e o seu “poder”, colocaram o ser humano numa nova encruzilhada. Não se trata apenas de uma constatação do atual estado em que se encontra a nossa Casa Comum, mas também de um apelo a uma mais profunda compreensão das ‘causas’ que estão na origem de termos chegado ao ponto em que hoje nos encontramos. Mais ainda: ajuda-nos a perceber que os problemas mais preocupantes do mundo atual, aqueles cuja resposta é mesmo mais urgente, não podem ou pelo menos não deveriam dispensar, na hora de tomar decisões e empreender nas suas soluções, uma visão holística, integrada e integradora dos próprios saberes e conhecimentos, quaisquer que sejam as áreas de especialidade ou de investigação. Se o “grau de progresso da humanidade” não é apenas mensurável pela aquisição de “recursos tecnológicos” mais sofisticados, mas pela capacidade de fazer um “uso racional dos recursos naturais”, na esteira do Humanismo que Papa Francisco tem vindo a traçar, um “projeto de civilização” que tenha em vista o contributo que cada um possa dar para a preservação da Casa Comum (…). Trata-se de uma visão de responsabilidade voltada para o futuro, a qual não esquecendo as “lições” do passado e os desafios do presente, tenha a capacidade de atender às exigências requeridas a tal compromisso pelo cuidado, e valorização da Casa Comum, cujo estado de fragilidade, depende em última instância do grau de empenhamento do ser humano na sua ‘cura’ na e pela ampliação do seu grau de consciência, aliado ao esforço em consonância das boas-vontades de cada um e de todos – como construtores de um novo paradigma e sentido de ecologia que integre todas as suas dimensões”.
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