Miguel Albuquerque diz querer esbater sazonalidade do turismo na RAM e salienta taxa de ocupação de 90% na Festa da Flor

Fotos: Rui Marote

O presidente do Governo Regional, que percorreu a Avenida Arriaga e as diferentes decorações e iniciativas lá presentes, alusivas à Festa da Flor, realçou esta tarde a excelente taxa de ocupação que, disse, os hotéis madeirenses neste momento apresentam, e que situou na casa dos 90 por cento.

Miguel Albuquerque dirigia-se à tradicional exposição de flores patente na Praça do Povo, a mesma que durante décadas atraiu inúmeras pessoas ao Ateneu, na Rua dos Ferreiros, e que entretanto foi deslocalizada para outros sítios e, mais recentemente, para aquela centralidade do Funchal.

Em declarações aos jornalistas, o chefe do Executivo madeirense insistiu na necessidade de combater a sazonalidade nos eventos que atraem muitos turistas à ilha, tornando-os mais amplos e abrangentes ao longo do ano. É esse entendimento, esclareceu, que está na base da sucessiva ampliação do tempo consagrado a acontecimentos como a Festa da Flor, cuja duração, o ano passado, era de duas semanas, passando para três este ano e que o Governo pretende que, em 2018, suceda ao longo de um mês inteiro.

O governante referiu que o Observatório do Turismo, à semelhança do que já fez com o Carnaval, irá analisar estatisticamente a Festa da Flor para saber, concretamente, quanto contribui este certame para a economia regional. Albuquerque considerou esta celebração absolutamente fulcral na oferta turística e lúdica actual da Região, e disse que o Governo Regional está “muito expectante” de possuir dados mais concretos. Também irão ser realizados inquéritos junto dos turistas que nos visitam, anunciou, para avaliar quais os aspectos da Festa da Flor que mais lhes agradam e quais podem ser melhorados.

Por outro lado, disse que neste momento, a floricultura madeirense produz essencialmente para o mercado interno, e que para concorrer com grandes produtores internacionais como por exemplo a Holanda, há que proceder à melhoria de diversas espécies: a actividade florícola depende hoje bastante da sua rentabilidade e da vertente técnica que nela se investe, frisou.

Salientando a aposta do GR na Escola Agrícola, Albuquerque considerou, por outro lado, que a Festa da Flor não pode limitar-se a uma mera exposição de espécies florais e outros eventos paralelos; tem de englobar todo o património natural da Região. “Nenhum turista nos visita para ver apenas uma exposição de flores, mas também para conhecer a laurissilva, as levadas”, defendeu. Daí os planos do Governo para apostar na melhoria e no prolongamento deste evento, futuramente. “Queremos tirar a máxima rentabilidade”, realçou. A colaboração com as autarquias é também, considerou o governante, essencial para transformar a Festa da Flor num evento verdadeiramente regional, ultrapassando a dimensão meramente local. Com este tipo de atitudes, deixou claro, “queremos quebrar a sazonalidade, e isso tem sido conseguido”.

Para Miguel Albuquerque, as taxas de ocupação hoteleira que se têm verificado na Madeira ao longo de todo o ano são muito satisfatórias, e há ainda que associar a isso uma subida gradual e consolidada do REVPAR, na ordem dos 30 por cento. Tal gera a possibilidade de melhorar uma série de aspectos da oferta hoteleira e do património envolvente, referiu.